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Ruídos no PSB

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O jogo das vaidades e o peso da soberba

Os efeitos adversos de uma crise sem precedentes no PSB paraibano mostram que é preciso saber ouvir e filtrar

setembro 14, 2019 às 10:00 - Por:

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Ouvir mais e falar menos seria a saída para os caciques do PSB?

Dizem que se conselho fosse bom ninguém dava, vendia. Se tivesse ouvido os correligionários, certamente Ricardo Coutinho seria hoje senador da República. Tinha capital político pra isso. E capital eleitoral não seria um problema.

Se tivesse ouvido os seguidores mais experientes, não teria semeado vento nem estaria colhendo a tempestade de suas escolhas. Ricardo não confiou em Lígia Feliciano. Não entregou o governo ao PDT para se desincompatibilizar e enfrentar uma disputa eleitoral. Apostou e errou. Nem Senado. Nem governo. Nem presidente do partido que ajudou a turbinar. Nem João. Coisas do jogo cuja principal natureza é o risco.

Agora em crise com o ex (ex-amigo, ex-super-secretário, ex-discípulo), Ricardo lamenta. Tachado de golpista por alguns, contra-ataca e coloca João como ingrato. Mas se é verdade que Ricardo fez João e o PSB, é verdade também que João foi peça fundamental nesse processo. Ninguém ganha uma eleição simplesmente porque apadrinhado. A pessoa conta, mas o projeto, nesse caso, contou muito mais. Projeto ameaçado pela vaidade vulgar de uns em detrimento do todo. Vaidade que arrasta as duas maiores lideranças do PSB para trincheiras distintas e que, alimentada pelo soberba, pode trazer baixas irreversíveis ao partido.

O jogo foi alterado. Aliados viraram adversários como se precisassem apenas de uma desculpa para se rebelar. Nesse novo cenário, boa parte dos deputados da Assembleia Legislativa da Paraíba já tomou partido por João. E Ricardo, sobrou? Estaria disposto a rever a estratégia? Ouviria mais? E quanto a João, recuar seria uma opção? Ou será que no vão de tudo que já foi dito e feito, não cabe mais trégua nem pacificação?

Rejane Negreiros

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