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Zé Maranhão ‘atirou no que viu, acertou o que não viu’

Partidos que “sobraram na curva” das alianças podem migrar para o MDB

junho 12, 2018 às 18:19 - Por:

José Maranhão pode ser o mais beneficiado com a escolha de Micheline Rodrigues como vice de Lucélio Cartaxo. Foto: Flicker/Sérgio Botelho

Quando José Maranhão quebrou a união da oposições pra lançar candidatura própria, sabia o que estava fazendo. Pesquisas na mão, percebeu que havia potencial, que dava para adotar uma posição mais ofensiva.

Foi uma cartada arriscada, Sabia que metade do caminho era estratégia, a outra metade, sorte. Mas ele não tinha nada a perder. Jogou. E os ventos sopraram a favor dele.

Enquanto os principais adversários – João Azevedo (PSB) e Lucélio Cartaxo (PV) – miravam um no outro, desperdiçando artilharia em ataques e contra-ataques, Maranhão foi ‘comendo pelas beiradas’. E agora ganha novo impulso – um presente do PSDB e do PV.

Entenda. Quando esses dois partidos fecharam questão em torno do nome de Micheline Rodrigues, primeira-dama de Campina Grande, como vice de Lucélio Cartaxo, expuseram uma fragilidade perigosa: a falta de alternativa diante do tempo que escorria e de fôlego para negociar apoio. Acabaram fechando as portas para o crescimento da composição.

Isso automaticamente empurra os partidos do limbo, aqueles que nem estão com PSB, nem com PV e PSDB, para o MDB. E pesquisas de consumo interno, contratadas pelas próprias legendas, apontam que, a preço de hoje, José Maranhão estaria no segundo turno das eleições, perigando ser reeleito pela quarta vez governador da Paraíba. É o que se diz nos bastidores.

Pesquisas retratam o momento, é verdade. Mas são uma boa maneira de sentir o andar da carruagem. Isso pode mudar o ritmo e o rumo da campanha, e pode voltar a polarizar o cenário, forçando a reunificação das oposições em favor de Maranhão.

É como diz o ditado, o senador e presidente do MDB na Paraíba “atirou no que viu, acertou o que não viu”, e ainda pode surpreender.

Rejane Negreiros

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