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Livânia Farias solta bomba e incendeia PSB. Veja os vídeos

Ex-secretária de Administração do Estado acusa colegas de desviar quase R$ 50 milhões de reais dos cofres da Prefeitura de João Pessoa na gestão de Ricardo Coutinho

setembro 6, 2019 às 18:41 - Por:

Pela liberdade, mesmo que vigiada, fez acordo de colaboração e entregou colegas. Foto: Reprodução/Internet.

Pela liberdade, mesmo que vigiada, fez acordo de colaboração e entregou colegas. Foto: Reprodução/Internet.

Detida desde abril na Operação Calvário do Ministério Público, acusada de integrar quadrilha que desviou milhões de reais da saúde do Estado por meio de contratos com a Cruz Vermelha do Brasil, a ex-secretária de Administração do Estado, Livânia Farias, não resistiu à dureza da prisão. Pela liberdade, mesmo que vigiada, fez acordo de colaboração e entregou colegas.

Livânia desenterrou um “cadáver” esquecido em 2011. Falo da história que motivou o MP da Paraíba a denunciar 9 pessoas do núcleo-duro da gestão Ricardo Coutinho quando prefeito de João Pessoa. Segundo o MP, com base nas declarações de Livânia e em provas adquiridas por meio de quebra de sigilo autorizada pela justiça, “sob o manto de contratação de um serviço de recuperação de créditos tributários, através de uma empresa de consultoria, enriqueceram-se ilicitamente às custas do município de João Pessoa, ocasionando dano ao erário superior a R$ 49 milhões de reais”.

Os ‘cabeças’ da organização criminosa seriam o empresário Bernardo Vidal Domingues dos Santos, e o ex-procurador-geral do município e do estado, Gilberto Carneiro. Lembra do defunto? Toda essa história teria ligação com uma apreensão de R$ 81 mil reais em 2011 com Raimundo José Araújo Silvany, um dos acusados pelo MP. O dinheiro seria pagamento de propina, fruto dos desvios operados por meio da empresa Bernardo Vidal Advogados contratada pela prefeitura. Os destinatários: a própria Livânia Farias, Gilberto Carneiro, Laura Farias, também ex-secretária e Coriolano Coutinho, irmão de Ricardo Coutinho.

Parte dos envolvidos como Nonato Bandeira, atual secretário de Comunicação do Estado, diz que recebeu a acusação com surpresa e nega a participação no esquema que, de acordo com a denúncia, se deu, não por desvio de dinheiro e enriquecimento ilícito, mas por ocultação de provas.

Dizem que onde há fumaça, há fogo. Logo é preciso investigação e apuração rigorosas. É aí que entra importância dos órgãos de controle e fiscalização no zelo com a coisa pública. É preciso que se combata a corrupção – esta que se tornou partido político institucionalizado no Brasil. Mas é também preciso cautela e cuidado para não condenar os envolvidos sem que estes tenham o direito ao devido processo legal e à ampla defesa. O período ainda é de investigação. Pode ser que sejam condenados ou inocentados. Este é um ponto importante porque há na condenação antecipada dos envolvidos muito interesse político e a tentativa de transformar a investigação em palanque.

O que não se pode negar, contudo, com toda essa repercussão, é que as informações reveladas por Livânia Farias endossam a tese de que João Azevedo se afastou de Ricardo Coutinho também pelas complicações da Calvário. Afastamento medido, planejado. Claramente João quer evitar arranhões à gestão e segue tocando o mandato enquanto o circo pega fogo para o lado do PSB paraibano.

Depoimento de Livânia Farias

Veja os vídeos onde a ex-secretária confirma  o recebimento de propina, diz que pediu dinheiro ao escritório de Bernardo Vidal para pagar dívidas da campanha eleitoral e dá detalhes da participação dos envolvidos no esquema.

Rejane Negreiros

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