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João Azevedo e Ricardo Coutinho batendo cabeça: é crise ou não é?

Críticas de Ricardo Coutinho foram mais um recado para a base que um puxão de orelha em João Azevedo

Maio 28, 2019 às 07:00 - Por:

João Azevedo foi secretário de Infraestrutura e Recursos Hídricos do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia na gestão de Ricardo Coutinho. Foto: Divulgação/ João Azevedo

Depois da festa, a crise? Relação entre João Azevedo e Ricardo Coutinho estaria abalada? Foto: Divulgação/ João Azevedo

Há certo estardalhaço quando o assunto é Ricardo Coutinho, João Azevedo e o G10. O grupo dos deputados “independentes” teria virado, segundo alguns, uma espécie de muro da discórdia e motivo de uma crise entre o criador e sua obra. Pudera! Ricardo cobrou publicamente uma atitude mais enérgica de João na condução dos conflitos com a base governista na Assembleia Legislativa. Há fraturas que para o líder socialista se curam com tratamento de choque: ou é da base ou não é.

Diante do fato – um recorte de um tecido muito mais denso – as primeiras interpretações não tardaram. Para alguns, eram sinais de ruptura. Leitura precipitada. Qual a novidade na postura de Ricardo? Nenhuma. Ricardo é do fogo, da briga, do ataque. Não tem perfil conciliador. Ricardo é visceral. Faz o tipo:  ame-o ou deixe-o. É assim que ele sabe se comunicar. Não significa necessariamente que haja ali uma crise.

Se Ricardo mandou algum recado, não foi para João. Sendo ele o maior líder do PSB da Paraíba e o mais experiente da relação, natural um puxão de orelha daqui ou dali. Afinal, João ainda precisa de muita malícia e tempero. Mas o recado, repito, não foi para João. Como lhe é de costume, Ricardo foi duro mesmo com os aliados. Cobrou união de quem apostou no projeto e em João.

Apesar dos deputados do G10 garantirem lealdade ao governo, Ricardo exige entrega e mira em dois personagens que sustentam a cisão governista: Adriano Galdino (PSB) e Tião Gomes (Avante), as peças que bagunçaram os planos do Executivo na eleição para mesa diretora – e com o apoio da oposição.

É de Ricardo Coutinho o papel de cobrador. Se são aliados, que se comportem como tal. Até disso ele poupou Azevedo…  Ricardo permanece como alfaiate, nas costuras políticas, enquanto João foca no planejamento estratégico e na execução do plano de governo. Cada um no seu quadrado, mas juntos e azeitados apesar das diferenças.

Rejane Negreiros

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