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As estratégias de cada um no Debate da TV Manaíra/BandNews FM

Candidatos, em regra, foram moderados. Exceção para os “nanicos” que não pouparam críticas aos representantes dos principais grupos políticos do Estado

agosto 17, 2018 às 22:44

Candidatos ao governo da Paraíba usaram estratégias parecidas no Debate da TV Manaíra/BandNews FM. Foto: Mídias TV Manaíra

Em um debate, diversas estratégias podem ser adotadas pelos candidatos desde o tom mais agressivo com ataques e acusações, ao tangenciamento e fuga das questões colocadas. Há os candidatos que incorporam o discurso propositivo e até os que faltam ao embate por entender que isso pode evitar desgastes.

No debate promovido pela TV Manaíra Band, um pouco de cada coisa. Duas dessas fórmulas – que podem não ser exatas, mas têm papel fundamental na mensagem que se quer passar – foram exploradas pela maioria dos candidatos que disputam o governo da paraíba: autopromoção e acusação.

João Azevedo (PSB) preferiu ser mais burocrático, fugindo de acusações. Enalteceu obras do governo na capital com destaque para a mobilidade urbana. Também fez promessas: disse que vai realizar concurso, investir em educação e segurança e nomear em quatro anos, 4 mil professores e 500 policiais.

José Maranhão (MDB) procurou, sem sucesso, relembrar as obras que fez nos 3 mandatos como governador. Não soube aproveitar o tempo, mass conseguiu deixar claras algumas de suas propostas: diminuir o déficit habitacional, enxugar a máquina pública e fazer concurso anualmente para polícia militar.

O candidato Lucélio Cartaxo (PV) também rezou na cartilha do auto-enaltecimento. Citou as obras do irmão, o prefeito de João Pessoa, defendendo a gestão municipal da qual faz parte e não esconde. Mas também atacou o candidato apadrinhado do governador, cutucando um ponto que é o calo da gestão: segurança pública.

No discurso dos outros dois candidatos prevaleceu o tom mais ofensivo. Rama Dantas (PSTU) não poupou bala contra os adversários e os desqualificou. Atirou para todos os lados, defendeu uma rebelião dos trabalhadores e o corte de isenção fiscal de empresas de modo que o dinheiro seja usado na construção de casas.

Tárcio Teixeira (PSol) também procurou expor e fragilizar os oponentes. Com discurso incisivo, criticou a educação do Estado e a falta de combatividade dos oponentes, em especial João Azevedo. Também mirou em Maranhão e Lucélio.  Foi o provocador da noite.

Em pouco mais de 2 horas de debate, o eleitor teve uma ideia do tamanho de cada um dos candidatos e da viabilidade das propostas apresentadas. Em tempos de orçamento apertado e cortes de gastos, algumas ideias soam como música, a exemplo do enxugamento da máquina pública. Outras estão mais para ficção que realidade. São populistas, com toda pinta de proposta caça-voto.

Rejane Negreiros

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