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A posse dos eleitos e o choque de realidade

Jair Bolsonaro, João Azevedo e o desafio de vencer as diferenças em nome do desenvolvimento

Janeiro 1, 2019 às 23:43 - Por:

Fotos: Agência Brasil e Portal Op9

De sonolento este primeiro de janeiro não teve nada. Um dia atípico na esfera política. Não porque marcado por posses para o Executivo estadual e federal, mas porque nenhum dos governadores eleitos no Nordeste alterou sua agenda para acompanhar a posse do presidente eleito. Na região, todos são oposição a Jair Bolsonaro (PSL). Isso diz muito das relações daqui em diante. Republicanas. Apenas isso.

Como estratégia para evitar possíveis discriminações, desde a fase de transição, governadores do Nordeste têm agido em bloco numa tentativa de mostrar que a união os fortalece. Eles contam também com o trabalho da bancada federal. O Nordeste tem quase 1/3 dos parlamentares da Câmara dos Deputados. São 151 dos 513 e, muito embora parte deles seja da base bolsonarista, todos têm o compromisso com o desenvolvimento da região. É o que se espera: menos palanque, mais trabalho.

Como a ausência dos governadores nordestinos em Brasília vai ser digerida pelo novo Presidente do país é que são elas. Certo é que, já de posse do governo, Bolsonaro sabe que vai precisar dialogar com todos eles. Sabe também que não pode isolar ou excluir ninguém sob risco de comprometer projetos que lhe são caros porque foram plataforma de campanha. Para aprovar a Reforma da Previdência, por exemplo, ele vai precisar de maioria absoluta no Congresso e o apoio dos chefes de Estado vai ser fundamental na execução dessa agenda.

Como presidente, o papo é outro. É choque de realidade que traz a necessidade de azeite nas relações internas e de diálogo – uma máquina só funciona com todas as peças trabalhando juntas. Desafio para Jair Bolsonaro. Desafio para João Azevedo. E no caso do governador da Paraíba, dois esforços extras vão ser necessários: romper a barreira ideológica para conseguir recursos da União em meio ao enxugamento fiscal e orçamentário, e manter o ritmo de investimentos e de aprovação popular depois do governo de Ricardo Coutinho, que saiu com 84% de aprovação popular.

Rejane Negreiros

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