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STJ tira da prisão principal denunciada por desvio milionário na ALRN

Ministra Laurita Vaz determina o fim da preventiva para a ex-chefe de gabinete da presidência da Assembleia Legislativa, Ana Augusta Simas; presa desde sexta-feira

Maio 28, 2019 às 17:02 - Por: Everton Dantas

Para Laurita Vaz, prisão não era mais necessária para principal denunciada por desvio milionário na ALRN. Foto: Sergio Amaral/STJ

Para Laurita Vaz, prisão não era mais necessária para principal denunciada por desvio milionário na ALRN. Foto: Sergio Amaral/STJ

A ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus para a ex-chefe de gabinete da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), Ana Augusta Simas. Ela é a principal envolvida na investigação que resultou na operação “Canastra Real”.

De acordo com o Ministério Público do RN, Ana Augusta Simas seria a coordenadora de um esquema que teria desviado pelo menos R$ 2,4 milhões do Legislativo. Isso teria sido possível graças à inserção de “fantasmas” na folha de pagamento da Assembleia.

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Ana Augusta Simas era chefe de gabinete da presidência da ALRN. Foto: Arquivo Pessoal/Facebook

Ana Augusta Simas era chefe de gabinete da presidência da ALRN. Foto: Arquivo Pessoal/Facebook

Ana Augusta Simas estava presa desde sexta-feira (24), quando se apresentou espontaneamente após ter tido sua prisão preventiva decretada a pedido dos promotores. Eles alegaram que ela poderia prejudicar uma investigação, ainda em curso. 

Na decisão que suspendeu a preventiva, dada na segunda-feira (27), a ministra Laurita Vaz avaliou que a prisão não se faz mais necessária porque “o risco de influência em relação aos demais denunciados já se enfraqueceu”.

“A segregação corporal não é mais necessária para evitar a reiteração delitiva ou, ainda, para a conveniência ou resguardo da instrução criminal”, disse a ministra, na decisão.

A prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares, como não poder entrar no prédio da Assembleia Legislativa nem poder entrar em contato com os outros investigados.

Ela também está proibida de deixar o estado e de assumir qualquer cargo público. A primeira denúncia com relação a operação Canastra Real foi recebida pela justiça em dezembro de 2018.

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