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Senado discute ideia que propõe “criminalização do coach”. Assista

Sugestão legislativa proposta por um morador de Sergipe teve mais de 20 mil assinaturas favoráveis em apenas nove dias e pode virar projeto de lei, caso receba parecer favorável

setembro 3, 2019 às 15:52 - Por: Everton Dantas, com informações da Agência Senado

Audiência pública sobre "criminalização do coach" conta com representantes de entidades da prática. Foto: Reprodução/TV Senado

Audiência pública sobre “criminalização do coach” conta com representantes de entidades da prática. Foto: Reprodução/TV Senado

A proposta de “criminalizar o coach” está sendo discutida nesta terça-feira (3) em audiência no Senado. A iniciativa é resultado de “Sugestão Legislativa” feita por meio do programa E-cidadania do Senado. E pode virar projeto de lei.

Por meio dessa via, qualquer pessoa pode propor projetos que considere importantes para o Brasil e, caso alcance 20 mil assinaturas de apoio ganham o direito de serem discutidas na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

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A ideia que está sendo discutida nesta terça-feira veio de Sergipe, proposta por uma pessoa que se identificou como William Menezes. A proposta dele teve uma aceitação alta: em nove dias – de 15 a 23 de abril – alcançou as 20 mil assinaturas necessárias.

Ele justificou a ideia de maneira bem objetiva: “Se tornada lei, não permitirá o charlatanismo de muitos autointitulados formados sem diploma válido. Não permitindo propagandas enganosas como: “Reprogramação do DNA” e “Cura Quântica”. Desrespeitando o trabalho científico e metódico de terapeutas e outros profissionais das mais variadas áreas. (sic)”.

A ideia de William passou ainda por uma consulta pública, quando a população – pela internet – pode votar se é favorável ou não à ideia. E novamente foi aclamada: dos 20.418 que votaram; 13.351 disseram sim à criminalização do coach.

A audiência desta terça-feira, no Senado contará com a participação do presidente da Federação Brasileira de Coaching Integral e Sistêmico, Paulo Sérgio Vieira da Silva; e do vice-Presidente do International Coach Federation (ICF Brasil), Marcus Baptista.

Assista ao vivo:

Originária do idioma inglês, a palavra coach significa treinador. No mercado de trabalho, ele é o instrutor capacitado a ajudar pessoas a atingirem mais rapidamente as suas metas na vida pessoal e profissional. O coach também é contratado por empresas na busca de resultados em curto prazo. Nos Estados Unidos, onde a atividade surgiu há algumas décadas, a carreira já movimenta US$ 2,3 bilhões ao ano.

Na teoria, qualquer profissional pode se tornar um coach, desde que domine os conhecimentos dentro da sua área. Na prática, é preciso também estar preparado para lidar com pessoas; ajudar os clientes a identificar limites, superar desafios e desenvolver o seu potencial.

Proposta contrária à da criminalização não é tão popular

No sentido oposto à proposta de William menezes, Ronald Dennis Pantin Filho II, do Rio Grande do Sul, propôs uma sugestão legislativa para regulamentar a profissão de coach e desta forma reconhecer a qualidade e os bons resultados da prática.

Na justificativa da proposta, o autor argumenta que coaches e mentores atuam desde que o ser humano existe, mas que somente nos últimos 40 anos essas atuação ganhou destaque no Brasil, ajudando milhares de pessoas a se desenvolverem.

A proposta de Dennis Pantin Filho II não tem tanta popularidade: até agora ele só alcançou 5.404 apoios. Precisaria de pelo menos mais 15 mil. Mas só tem até dia 5 de setembro para isso. Ao que parece,

Por enquanto, no portal e-Cidadania, a sugestão tem pouco mais de 5 mil apoios e precisa de mais 15 mil para ser analisada na CDH. Ao que parece, o “técnico” da proposta contra os coachs sob estimular melhor seu time.

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