O portal do Sistema Opinião

POP9

Articulação

rn

Rogério Marinho é cotado para coordenação política de Bolsonaro

Ex-deputado federal do RN que hoje é secretário especial da Previdência teria sido indicado por Paulo Guedes para assumira coordenação política da equipe do presidente

junho 18, 2019 às 17:31 - Por: Vera Rosa, da Agência Estado

Sugestão de Rogério Marinho para coordenação política de Bolsonaro foi dada por Paulo Guedes. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sugestão de Rogério Marinho para coordenação política de Bolsonaro foi dada por Paulo Guedes. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após sofrer várias derrotas no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro fará mudanças no modelo da articulação política do Palácio do Planalto. A ideia é transferir a Subchefia de Assuntos Parlamentares, hoje abrigada na Casa Civil, para a Secretaria de Governo, que agora será comandada pelo general Luiz Eduardo Ramos.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu a Bolsonaro que puxe o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, para a coordenação política de sua equipe. Ex-deputado federal pelo PSDB, Marinho é considerado por seus pares como um hábil negociador e, até a votação da reforma da Previdência, poderia acumular as funções.

Leia também:
Rogério Marinho é cobrado por promessa de 2 milhões de empregos
PF apreende R$ 265,9 mil na casa de primo de Rogério Marinho
Rogério Marinho: sem reforma haverá “completa exaustão do governo”

Ainda não está definido se a Subchefia de Assuntos Parlamentares, sob a alçada da Secretaria de Governo, terá status de ministério, mas é praticamente certo que a pasta será reformulada. Até a noite desta segunda-feira, 17, no entanto, Bolsonaro também não havia batido o martelo sobre a ida de Marinho para o núcleo duro do Planalto.

O novo ministro-chefe da Secretaria de Governo já participará, nesta terça-feira, 18, da reunião ministerial com Bolsonaro. Ex-comandante militar do Sudeste, Ramos substitui o general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, que foi demitido na quinta-feira, após entrar em confronto com o escritor Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo, e com o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ).

Santos Cruz também discordava da estratégia de comunicação do governo, refeita após a entrada do empresário Fábio Wajngarten na equipe, em abril. Sem alarde, houve outras mudanças no Planalto. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni – responsável pela relação do Planalto com o Congresso -, demitiu o secretário especial de Assuntos para a Câmara, Carlos Manato, filiado ao PSL de Bolsonaro.

O ex-deputado Abelardo Lupion, do DEM – mesma sigla de Onyx -, substituiu Manato. A troca provocou revolta no PSL. “É bom que nunca nos peçam para opinar se Onyx deve permanecer no governo”, provocou o deputado Coronel Tadeu (PSL-SP). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários

OP9

Receba nossa newletter

Com que frequência deseja receber o informativo: