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Reunião com ministro da educação acaba em gritos e confusão. Assista

Problema começou após o ministro dizer que não queria falar com representantes de entidades estudantis, o que foi permitido pela presidente da Comissão e irritou deputados governistas

Maio 22, 2019 às 19:44 - Por: Everton Dantas

A reunião com deputados das comissões de Educação e de Trabalho da Câmara de Educação com a presença do ministro da Educação, Abraham Weintraub, acabou terminando em confusão. E sendo um belo exemplo de falta de educação por parte de deputados.

Tudo começou quando a deputada Professora Marcivania (PCdoB-AP), presidente da Comissão de Trabalho, consultou o ministro sobre se ele gostaria de ouvir representantes de entidades estudantis.

Abraham Weintraub respondeu que não. “Eu não quero falar com a Une. Eles não são eleitos”, disse, acrescentando que nunca foi filiado à entidade estudantil.

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Mesmo assim, a presidente da comissão permitiu que uma representantes dos estudantes falasse. O que acabou não acontecendo. Deputados da bancada governista começaram a protestar e, aos gritos, contra a permissão.

Uma das deputadas mais exaltadas era a deputada Professora Dayane Pimentel (PSL-BA), que foi destaque há alguns dias por citar em plenário “A folia dos cus prolapsados: pornografia bizarra e prazeres sexuais entre mulheres”.

Esse trabalho é uma dissertação de mestrado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) do curso de Psicologia, que analisa “as disposições de sexualidade e erotismo acionadas pelo prolapso pornográfico”. Outro que se exaltou muito foi o líder do PSL, Delegado Waldir (GO).

Líder do PSL, deputado Delegado Waldir (GO) foi um dos que mais se exaltou. Foto: Will Shutter/Câmara dos Deputados

Líder do PSL, deputado Delegado Waldir foi um dos que mais se exaltou. Foto: Will Shutter/Câmara dos Deputados

Reunião foi marcada por confrontos entre ministro e deputados

Antes da reunião ser encerrada, também houve confronto entre o ministro e deputados da oposição. Uma dessas vezes foi quando o ministro criticou o modelo de ensino de Paulo Freire.

“Que eu saiba não tem nenhum outro país do mundo que adote o modelo Paulo Freire. Geralmente, quando uma coisa é muito boa, a gente copia. Não vou falar que eu respeito, eu tolero a opinião. Respeitar eu respeito quem ganha o prêmio Nobel.”

Weintraub explicou também que pretende adotar mecanismos que atraiam professores mais qualificados para os primeiros anos do ensino básico e sugeriu aos parlamentares que destinem emendas para incubadoras de empreendimentos inovadores.

A deputada Tábata Amaral (PDT-SP) disse que vai processar o ministro por danos morais. Ele divulgou, na audiência, cópias de convites que teria feito a ela para uma reunião no ministério porque em outro momento ela havia reclamado de não ser atendida. Segundo a deputada, as cópias tinham seu telefone pessoal e os convites formais eram da época do ex-ministro Vélez Rodríguez.

Deputada do RN faz alerta sobre demissões nas universidades

O ministro da Educação voltou a dizer que o contingenciamento orçamentário das universidades pode ser revisto mais à frente. Mas explicou que o país está em crise: “o Brasil está no limite de entrar numa rota de insolvência fiscal, chama-se dominância fiscal. Espanha passou por isso. Portugal passou por isso. Argentina, Grécia. Alguns estados estão passando por isso. Quando você vai para a insolvência fiscal, contratos que a gente têm consagrados são rediscutidos”, esclareceu.

Weintraub fez um ainda apelo ao Congresso. “Não adianta a gente tentar achar que os recursos são infinitos. Isso é aula de economia básica.” A deputada Natália Bonavides (PT-RN) citou, contudo, o corte de R$ 109 milhões em seu estado, que pode significar o fechamento das instituições de ensino. “Cortes, sim, porque o dinheiro sumiu do sistema dessas instituições. E se fosse contingenciamento, eles apareceriam bloqueados. Mas foram cortados. E são instituições que poderão fechar em poucos meses”, ressaltou.

Bonavides alertou também para o risco de demissão de mais de 1.500 terceirizados da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). “Aqueles cujos serviços o senhor sugeriu de forma debochada que fossem substituídos pela mão de obra gratuita dos estudantes”, criticou. Além da UFRN, a deputada informou que 22 institutos federais do estado podem fechar por falta de serviços básicos, como água e luz.

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