O portal do Sistema Opinião

POP9

Previdência

br

Reforma vai estancar déficit na Previdência, afirma Rogério Marinho

Secretário especial de Previdência também disse que a reforma por si só não promoverá a geração de empregos, renda e oportunidades, mas pode devolver a confiança na economia

agosto 20, 2019 às 18:42 - Por: Com informações das agências Brasil e Estado

Segundo Rogério Marinho, déficit previdenciário deve estabilizar a partir de 2021. Foto: Edilson Rodrigues/ASenado

Segundo Rogério Marinho, déficit previdenciário deve estabilizar a partir de 2021. Foto: Edilson Rodrigues/ASenado

As mudança nas regras de aposentadoria não vão resolver o déficit previdenciário, mas estancar o seu crescimento e provocar em alguns anos um declínio para permitir a “descompressão orçamentária”. A afirmação é do secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.

Segundo ele, esse movimento deve começar entre os anos de 2021 e 2022. O secretário participou nesta terça-feira de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e explicou outros aspectos da reforma aprovada na Câmara dia 7 de agosto.

Leia também:
Senado deve concluir votação da reforma da Previdência em outubro
CCJ do Senado começa a discutir reforma da Previdência
Câmara rejeita todos destaques e aprova reforma da Previdência

Ele também afirmou que “não será a reforma do sistema previdenciário que vai gerar emprego, renda e oportunidades no Brasil.” De acordo com Marinho, “alguma coisa se quebrou nesse país que foi a confiança das pessoas e isso temos a obrigação como sociedade de remontarmos”.

“Essa confiança é essencial para a previsibilidade, a segurança jurídica. Acredito que o Brasil está em um momento de inflexão. Temos muitos problemas, muitas diferenças, muitas desavenças até. Mas, certamente, há uma situação que nos une que é o desejo de melhorar o país”, argumentou.

Secretário classifica crescimento nos últimos quatro anos como catástrofe

Rogério Marinho afirmou que não há registro anterior de tanta demora para a retomada do crescimento econômico do país, mesmo quando houve a quebra da bolsa de Nova York de 1929, problemas da década de 80 ou cíclicos da economia mundial que afetaram o país.

“Há quatro anos estamos crescendo a menos de 1%. Não existe registro na nossa histórica econômica dos últimos 100 anos de uma catástrofe dessa proporção”, enfatizou. O secretário disse que a previsão de economia com as mudanças será de R$ 933,5 bilhões em 10 anos.

Ele destacou que o sistema atual de Previdência “é injusto porque poucos ganham muito e muitos ganham pouco e ele é insustentável ao longo do tempo”. Rogério Marinho citou dados demográficos para explicar a necessidade da reforma.

Segundo ele, o Brasil está envelhecendo muito rapidamente. Em 1980, o número de pessoas em idade ativa (15 a 64 anos) em relação a cada idoso (a partir de 65 anos) era 14. Essa relação caiu para 11,5, em 2000 e a previsão é que chegue a 7 em 2020 e a 2,35 em 2060.

Comentários

OP9

Receba nossa newletter

Com que frequência deseja receber o informativo: