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Projeto visa proibir que agrotóxicos mais agressivos sejam liberados

Styvenson Valentim propôs proibição de registro e comercialização de produtos que sejam mais venenosos aos seres humanos e ao ambiente do que aqueles já registrados

agosto 16, 2019 às 20:00 - Por: Everton Dantas

Nestes primeiros sete meses de 2019, pelo menos 197 agrotóxicos foram liberados. Foto: Agência Brasil

Nestes primeiros sete meses de 2019, pelo menos 197 agrotóxicos foram liberados. Foto: Agência Brasil

As comissões de Meio Ambiente (CMA) e de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado vão analisar projeto que proíbe o registro e a comercialização de agrotóxicos que sejam mais venenosos do que aqueles já registrados para a mesma finalidade.

A iniciativa é do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN). Segundo ele, de 2016 para 2017 o número de registros de agrotóxicos liberados saltou de 277 para 405, havendo ainda aproximadamente 2 mil solicitações de registro em avaliação.

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Nestes primeiros sete meses de 2019, pelo menos 197 agrotóxicos foram liberados. Segundo o senador, são números extremamente preocupantes. “Muitas vezes não se tem estudo nenhum sobre efeitos colaterais como cânceres. As pessoas não sabem o que estão colocando na boca, o que estão ingerindo”, alertou. 

Segundo a Organização Mundial da Agricultura (FAO), o Brasil é o país que mais gasta com consumo de agrotóxicos no mundo. Usando dados de 2015 a 2018, a conta chega a US$ 10 bilhões. Em segundo lugar, vem os Estados Unidos, com US$ 7,4 bilhões, e em terceiro, a China, com US$ 5,8 bilhões.

Pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o uso de agrotóxicos é causa comprovada de diversos tipos de cânceres, infertilidade, transtornos de atenção ou hiperatividade, autismo, doenças nos rins e no fígado, Alzheimer, doenças neurológicas, má-formação de fetos e abortos.

“Por que essa crescente liberação de tantos agrotóxicos que inclusive foram proibidos em seus países de origem”, questionou Styvenson. Caso seja aprovado na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), o projeto segue direto para a Câmara dos Deputados.

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