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Natal e Mossoró vão em busca das escolas cívico-militares que o RN não quis

Prefeitos das duas maiores cidades do RN procuram o governo federal para tentar obter escolas cívico-militares, cujo modelo o governo do estado não teve interesse em aderir

outubro 4, 2019 às 15:04 - Por: Everton Dantas

Prefeito Álvaro Dias (d) em reunião sobre escolas cívico-militares para a capital do RN. Foto: Alvaro Dias/Instagram

Prefeito Álvaro Dias (d) em reunião sobre escolas cívico-militares para a capital do RN. Foto: Alvaro Dias/Instagram

As Prefeituras de Natal e Mossoró, as duas maiores cidades do Rio Grande do Norte, procuraram o governo federal para tentar obter escolas cívico-militares. O governo do RN não teve interesse em implantar esse modelo em âmbito estadual. No Nordeste, apenas o Ceará quis.

Na quinta-feira 3), o prefeito de Natal, Álvaro Dias (MDB) postou em seu instagram informação sobre o assunto. “Estivemos no Gabinete Civil da presidência da República, com a Secretária Adjunta de Governo, Patrícia Brito Ávila e assessores, tratando da Escola Cívico Militar, para o município de Natal!”.

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Rosalba Ciarlini comunicou nas redes sociais o interesse em obter escolas cívico-militares para Mossoró. Foto: Rosalba Ciarlini/Instagram

Rosalba Ciarlini comunicou nas redes sociais o interesse em obter escolas cívico-militares para Mossoró. Foto: Rosalba Ciarlini/Instagram

No mesmo dia, horas antes, a prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), também anunciou que iria batalhar por uma escola do tipo para a cidade. “Já candidatamos o nosso município para se habilitar a receber uma Escola cívico-militar. Não há nada de partidarismo nisto, há tão somente uma luta (que deveria ser de todos)para não deixar nossa cidade para trás”, declarou.

O governo do RN optou por não aderir ao modelo proposto pelo Ministério da Educação (MEC). Em nota distribuída terça-feira (1º) a Secretaria de Educação do RN informou que tomou essa decisão com base “a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional”.

“O ensino deve ser ministrado observando a liberdade de aprender, o apreço à tolerância, ao pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, bem como à gestão democrática, entre outros princípios”, argumentou, na nota.

Em nota, governo do RN critica falta de recursos para escolas em tempo integral

O comunicado oficial também cita que esse posicionamento é acompanhado “por diferentes Estados: Alagoas, Maranhão, São Paulo, Pernambuco, Espírito Santo, Bahia, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro e Sergipe.”

“Ademais, o MEC, equivocadamente, informa sobre a liberação de R$ 54 milhões para o PECIM, R$ 2 milhões por Estado, ao tempo em que nega os recursos necessários para a continuidade do fomento à ampliação das Escolas de Tempo Integral”, disse ainda, na mesma nota.

O prazo para manifestar interesse em participar do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares terminou na última sexta-feira (27). As regiões Centro-Oeste, Sul e Norte tiveram adesão de todos os estados.

Na opinião do ministro da Educação, Abraham Weintraub, a adesão “foi muito boa”. “Estamos animados e vamos começar o projeto”. De acordo com ele essa é uma das bandeiras presentes no programa de governo do presidente Jair Bolsonaro.

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