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“Não precisamos de reforma tributária”, afirma dono da Riachuelo

Em reunião no Senado, empresário potiguar Flávio Rocha defende que ao invés de reforma, o governo devia apostar em tecnologia para modernizar o sistema tributário

setembro 3, 2019 às 19:06 - Por: Everton Dantas

Debate sobre reforma tributária no Senado contou com o dono da Riachuelo, Flávio Rocha, como convidado. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Debate sobre reforma tributária no Senado contou com o dono da Riachuelo, Flávio Rocha, como convidado. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

“Não precisamos de reforma tributária, de mudar nome de imposto, nem fundir imposto, nem tirar imposto do município e jogar para o estado. Isso é paliativo”. A afirmação é do empresário potiguar Flávio Rocha, dono das lojas Riachuelo.

E foi exposta nesta terça-feira (3), no Senado Federal, dentro de reunião da Comissão de Constituição e Justiça que tratava da reforma tributária. Segundo o empresário, ao invés de ficar mudando nome de imposto o país devia apostar em tecnologia.

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“O que está batendo na nossa porta é a transformação digital da forma de financiar o estado”, disse, referindo-se às tecnologias disponíveis para elevar a arrecadação. O empresário se referia às técnicas de big data que já são usadas por empresas para elevar seus lucros.

Big data é um termo da área da Tecnologia da Informação (TI) que se refere ao acompanhamento de grandes conjuntos de dados, que são acoletados e armazenados. “Nós podemos sair da condição de pior sistema tributário num prazo de dois anos”, afirmou.

Confira abaixo trecho da participação de Flávio Rocha na reunião da Comissão de Constituição e Justiça que discutiu a reforma tributária. Ele participou do debate na condição de presidente membro do Conselho do Instituto para Desenvolvimento do Varejo.

O relator da reforma tributária (PEC 110/2019), senador Roberto Rocha (PSDB-MA), afirmou nesta segunda-feira (2) que deverá entregar a sua análise à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nas próximas duas semanas. Segundo ele, o Senado tem condições de aprovar a PEC e entregá-la para a Câmara dos Deputados até o fim do ano.

“Não podemos falar em aumentar impostos no Brasil. [A reforma] será baseada em princípios de justiça social, para simplificar e modernizar o sistema, que é muito predatório, injusto e desigual. Penaliza muito os mais pobres. Temos que mitigar a regressividade”, disse o senador.

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