O portal do Sistema Opinião

POP9

Hígia

rn

Filha da ex-governadora Wilma de Faria é condenada na Justiça Federal

Ana Cristina de Faria Maia foi condenada pela Justiça Federal por desviar recursos que teriam sido usados na campanha pela reeleição disputada por Wilma de Faria em 2006

setembro 26, 2019 às 17:41 - Por: Com informações do MPF-RN

Ana Cristina, filha da ex-governadora Wilma condenada, nega crimes e ainda pode recorrer. Foto: Reprodução/ALRN

Ana Cristina, filha da ex-governadora Wilma condenada, nega crimes e ainda pode recorrer. Foto: Reprodução/ALRN

A filha da ex-governadora Wilma de Faria, Ana Cristina de Faria Maia foi condenada pela Justiça Federal por dissimularem a origem de R$ 200 mil. Esse dinheiro – de acordo com o Ministério Público Federal (MPF) – teria sido desviado da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap).

Os recursos – também de acordo com as investigações – foram usados na campanha eleitoral de Wilma de Faria em 2006, quando ela se reelegeu para o governo do Estado. A ex-governadora morreu em 2017. Ainda cabe recurso.

Leia também:
Governo quer nome de Wilma de Faria em obra na Zona Norte

Além de Ana Cristina de Faria também foi condenado Carlos Roberto do Monte Sena, então genro da ex-governadora. As condutas dos dois foram denunciadas pelo MPF na Operação Hígia, que apurava fraude em licitações na Secretaria de Saúde.

O casal, por meio de movimentação bancária com fracionamento dos valores desviados, recolhia parcelas dos contratos fraudulentos em forma de doações de campanha. O esquema era coordenado pela empresária Jane Alves e o advogado Anderson Miguel.

Ele foi assassinado em seu escritório no dia 1º de julho de 2011 e foi responsável por delatar todo o esquema, que foi um dos maiores escândalos da época do governo Wilma de Faria. Na época da operação Hígia, o filho da ex-governadora, Lauro maia, chegou a ser preso.

O MPF constatou que as supostas doações tinham “a finalidade de manter a organização criminosa junto ao aparelhamento estatal, (…) com conhecimento prévio do ilícito por parte de Ana Cristina e Carlos Roberto”.

Para juiz, investigação comprovou o desvio de recursos

O juiz da 14ª Vara Federal do RN, Francisco Eduardo Guimarães Farias, considerou que “restou claramente confirmado que os acusados receberam (…) valores expressivos a título de contraprestação para manter a empresa A & G locação de serviços nos contratos firmados”.

O juiz também rechaçou a tese da defesa de Ana cristina de que ela só foi acusada por seu parentesco com Wilma de Faria e Lauro Maia – seu irmão, também condenado na Operação Hígia.

Francisco Eduardo Guimarães concluiu que a condenada “agiu dolosamente no intuito de ocultar e dissimular os valores provenientes de crime antecedente (…)”. Os dois foram condenados a mais de cinco anos de reclusão, inicialmente em regime semiaberto.

Eles também terão de pagar 139 dias-multa. A operação Hígia foi deflagrada em 13 de junho de 2008, após recolher diversas provas de ilícitos cometidos durante o período de 2006 a 2008. O esquema incluía fraude em licitação, tráfico de influência e corrupção ativa e passiva.

Em dezembro de 2013, 11 envolvidos foram condenados a penas que variam de dois a 16 anos, além do pagamento de multas. De acordo com o procurador Fernando Rocha, os envolvidos no esquema “se associaram de forma estável e permanente com a finalidade de promover crimes”.

Comentários

OP9

Receba nossa newletter

Com que frequência deseja receber o informativo: