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Ex-governador do RN preso acumula 78 anos em condenações

Em nova sentença, Fernando Freire foi condenado a mais 12 anos e seis meses de prisão por esquema de “fantasmas” que serviram ao desvio de R$ 51 mil no ano de 2002

Abril 4, 2019 às 18:21 - Por:

Ex-governador do RN preso há três anos vem sendo condenado pelo Tribunal de Justiça desde 2012. Foto: Reprodução/TV Ponta Negra

Ex-governador do RN preso há três anos vem sendo condenado pelo Tribunal de Justiça desde 2012. Foto: Reprodução/TV Ponta Negra

O ex-governador do Rio Grande do Norte, Fernando Antônio da Câmara Freire, foi condenado a mais 12 anos e seis meses de prisão. Com a pena determinada agora, o total a que ele está condenado chega a 78 anos e 4 meses. Ele está preso desde 2015.

Fernando freire governou o Rio Grande do Norte de abril a dezembro de 2002. Ele foi eleito como vice-governador na chapa de Garibaldi Alves Filho (MDB), em 1998. quando o então governador deixou o governo para concorrer ao Senado, Fernando Freire assumiu. ele chegou a disputar a reeleição, mas foi derrotado no 2º turno daquele ano por Wilma de faria (1945 – 2017).

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A condenação de agora é pelo crime de peculato, no caso, desvio de dinheiro público promovido por funcionário público. De acordo com o Ministério Público, autor da denúncia, em 2002 a entidade Movimento de Integração de Orientação Social (Meios) e a Secretaria de Ação Social (SEAS) firmaram convênio para promoção de ações sociais voltadas à proteção de pessoas em situação de pobreza.

A investigação revelou que a diretoria do Meios, em conluio com o gabinete do governador, inseriu pessoas na folha de pagamento da entidade. Essas pessoas figuravam como “fantasmas” para outros recebessem o dinheiro.

Para o juiz Bruno Montenegro Ribeiro Dantas, autor da sentença, Fernando Freire “possuía o domínio organizacional do esquema criminoso, encontrando facilidade em gerir a máquina pública de maneira irregular”.

Também foram condenados pelo mesmo crime Marilene Alves Fernandes, Maria de Lourdes Gomes, Lúcia de Fátima Lopes, Emanuel Gomes Pereira e Vanilson Severino Costa. Todos receberam pena de 2 anos de reclusão. Como a punição é menor que 4 anos e os crimes já prescreveram, o juiz declarou extintas as penas. Outra envolvida no caso, Maria do Socorro Dias de Oliveira, recebeu perdão judicial por ter firmado acordo de delação premiada.

Everton Dantas

Jornalista. Editor do OP9 no RN

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