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Empresa investe R$ 2,4 bilhões em complexo eólico no interior do RN

Novo empreendimento terá potência instalada de 445 megawatts e tem potencial para uma segunda fase que pode elevar capacidade a 950 megawatts

junho 19, 2019 às 18:42 - Por: Com informações da Agência Estado

Complexo eólico no interior do RN será composto por 106 aerogeradores e sua área alcança quatro municípios. Foto: Divulgação/Ari Versiani/PAC

Complexo eólico no interior do RN terá 106 aerogeradores e sua área alcança quatro municípios. Foto: Divulgação/Ari Versiani/PAC

Um complexo eólico localizado no Rio Grande do Norte receberá investimento de R$ 2,4 bilhões. O empreendimento fica localizado numa área que atinge quatro municípios: Bento Fernandes, Caiçara do Rio do Vento, Riachuelo e Ruy Barbosa.

O empreendimento terá potência instalada de 445 megawatts, com equipamentos da dinamarquesa Vestas, que fornecerá 106 turbinas ao complexo. O projeto  tem potencial para uma segunda fase que poderia levar a capacidade a 950 megawatts.

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Tanto a linha de transmissão quanto a subestação do empreendimento serão construídos levando em conta essa futura expansão. A responsável pelo empreendimento é empresa Casa dos Ventos, desenvolvedora de projetos de energia.

“O recurso eólico em Rio do Vento (no RN) está entre os melhores do mundo”, afirma Lucas Araripe, diretor de novos negócios da Casa dos Ventos. “Tem vento constante, de velocidade, alta densidade e com desvio padrão muito baixo: quando junta-se esse vento excepcional com a grande escala do projeto, chega-se a um custo de geração de energia muito baixo”, explicou.

De acordo com Araripe, a expansão deverá ser viabilizada mais à frente, devido a limitações para conexão à rede na região do parque. Os suportes do motor serão produzidos na fábrica da Vestas no Ceará, enquanto que as pás e torres também serão produzidas localmente, de acordo com as regras do Finame II do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo Araripe, cerca de 5% da produção já foi vendida em leilão realizado pelo governo brasileiro no ano passado, enquanto o restante será oferecida a consumidores no chamado mercado livre de eletricidade, no qual grandes empresas podem negociar diretamente seu suprimento.

“Trabalhamos agora para vender essa energia”, afirmou. Também não estão descartadas emissões de debêntures para levantar recursos. O complexo eólico de Rio do Vento é dividido em diversas usinas, e eventualmente os interessados poderão fechar contratos que incluam uma opção de compra futura de uma ou mais unidades do parque.

Estratégia adotada no Rio Grande do Norte deve ser usada em outros projetos

Ao se tornar sócios do projeto, os clientes podem ter acesso à energia por custos menores, afirmou Araripe. A regulação do setor elétrico isenta de alguns encargos empresas que investem na produção da própria eletricidade.

“Podemos assinar contratos normais de longo prazo ou dar ao cliente a opção de compra de uma fatia do projeto referente ao consumo dele, para ser sócio”, disse. “Ele vira sócio depois, sem o risco de implantação e construção.”

Araripe disse ainda que pretende replicar nos novos projetos a estratégia adotada no Rio Grande do Norte, negociando uma parcela mínima de energia em leilões do governo para depois buscar contratos no mercado livre.

Isso porque os valores pagos pela energia leilões federais têm caído em meio ao interesse de investidores pelos contratos e a baixa demanda por energia, que acirram a competição nos certames, nos quais vencem usinas com menor tarifa final.

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