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“Consórcio NE não é contraponto político ao governo federal”

Afirmação é do governador Rui Costa, para quem “concentrar energia em questões políticas ou de retórica diminui a atenção para o problema central, que é a economia”

julho 29, 2019 às 18:32 - Por: Everton Dantas

Segundo Rui Costa, governadores do Nordeste desejam o crescimento do Brasil. Foto: Michel Jesus/Agência Câmara

Segundo Rui Costa, governadores do Nordeste desejam o crescimento do Brasil. Foto: Michel Jesus/Agência Cãmara

“A formação do Consórcio Nordeste não é contraponto político ao governo federal”. Afirmação é do governador da Bahia, Rui Costa (PT), respondendo questionamento de jornalista durante coletiva na segunda-feira (29).

Segundo o governador, que é o primeiro presidente do Consórcio, “a formação do grupo é para dar mais sustentabilidade e economicidade” à região. A ideia é realizar aquisição de serviços e produtos em bloco e com isso obter preços melhores.

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Dia 19 de julho, em café com jornalistas estrangeiros, sem saber que seu áudio estava sendo captado, o presidente da República Jair Bolsonaro chamous os gestores estaduais de “governadores de paraíba”.

E disse para “não dar nada” ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que seria “o pior deles”. Após isso, dia 23 de julho, Rui Costa não participou de agenda do presidente naquele estado.

Segundo ele, Jair Bolsonaro transformou a inauguração em evento político-partidário, com ampla maioria de convidados composta por correligionários e simpatizantes do PSL. O governador negou inclusive a segurança da polícia militar baiana ao evento.

Apesar de dizer que não se trata de contraponto ao presidente e sua política, Rui Costa não deixou de soltar uma indireta ao ex-capitão do Exército.

“O conceito desde o início não é um contraponto. Aliás, não era desejo de nenhum governador aqui – nem o do Maranhão nem o da Paraíba – que neste momento nós tivéssemos com algum tipo de contraponto ou declarações pejorativas com relação ao Nordeste”, disse.

E acrescentou, criticando o direcionamento das declarações do presidente: “Todos queremos ajudar para que o Brasil cresça em paz. Entendemos que concentrar energia em questões políticas ou de retórica diminui a atenção para o problema central, que é a economia, a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida do povo”.

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