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Caso Brunninha é usado no Senado para pedir menos burocracia

História da menina que estava impedida de fazer um transplante de coração no Rio Grande do Norte foi usado como exemplo para fazer apelo por melhorias na saúde

Abril 4, 2019 às 21:00 - Por:

Senador Styvenson Valentim disse que burocracia no caso Brunninha também é responsabilidade do Senado. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Senador Styvenson Valentim disse que burocracia no caso Brunninha também é responsabilidade do Senado. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O caso da menina Brunna Lopes Barbosa, 7 anos, que estava sem conseguir transplante no Rio Grande do Norte por uma questão burocrática foi levado ao Senado Federal na tarde desta quinta-feira (4). A história dela foi tema de discurso do senador Styvenson Valentim (PODE-RN), que usou o caso como exemplo para fazer um apelo pela redução da burocracia nos transplantes.

O caso de Brunninha ficou conhecido após o médico potiguar Madson Vidal fazer um desabafo em rede social sobre o caso, denunciando que ela não estava conseguindo um transplante de coração devido a uma questão burocrática. Após isso houve uma mobilização estadual e ela conseguiu ser transferida para Recife (PE), onde já foi operada. Mas permanece internada.

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O senador criticou a burocracia do processo para a realização de cirurgias de transplante. “Precisamos corrigir algumas distorções regionais que existem, principalmente quando a gente tem médicos, profissionais credenciados, como no meu Estado, (…) e eles não poderem fazê-los porque o hospital não tem a autorização, não está credenciado. Era dessa burocracia de que o médico tanto falava”, disse.

E fez ainda uma autocrítica ao trabalho dos senadores. “Essa burocracia fomos nós que criamos e somos nós que podemos mantê-la ou acabar com ela. São vidas que estão lá fora. Eu acredito que, se fosse o filho de qualquer Senador ou de qualquer Senadora, mover-se-iam céus e terras para poder salvá-lo. Mudariam a lei, mudariam a Constituição para salvar o filho ou a filha, mas, como é a filha de uma pessoa que a gente não conhece, que a gente nunca viu, a gente não se importa com ela?”

Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, mais de 32 mil pessoas aguardam, na fila de espera, pela doação de algum órgão. Brunninha conseguiu o transplante de coração, mas teve que ser submetida a uma nova cirurgia nesta quinta-feira (4) para controlar um sangramento. O estado de saúde da criança é considerado grave.

Everton Dantas

Jornalista. Editor do OP9 no RN

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