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Assista ao discurso de Jair Bolsonaro na abertura da Assembleia da ONU

Presidente do Brasil participa da abertura da Assembleia, terá 20 minutos para falar e deve defender a soberania do País e os compromissos ambientais

setembro 24, 2019 às 10:39 - Por: Everton Dantas, com informações da Agência Estado e da ONU

Presidente Jair Bolsonaro deve abordar a questão ambiental em seu discurso na ONU. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro deve abordar a questão ambiental em seu discurso na ONU. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro participou nesta terça-feira (24) pela manhã da abertura da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Bolsonaro tem encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterres, poucos minutos antes de seu pronunciamento na Assembleia Geral.

Tradicionalmente, cabe ao presidente do Brasil fazer o discurso de abertura, seguido do presidente dos Estados Unidos. Pelas redes sociais, o presidente disse que no discurso será “a oportunidade de apresentar ao mundo o Brasil que estamos construindo”. Não estão previstos encontros bilaterais com outros chefes de Estado.

Acompanhe abaixo o discurso do presidente.

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Bolsonaro será o 7º presidente brasileiro a discursar numa abertura de sessão da Assembleia Geral da ONU desde a volta da democracia o país, em 1985. Antes dele, discursaram José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso,  Luís Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e  Michel Temer.

A Assembleia-Geral da ONU se tornou o maior teste de política externa para Bolsonaro, que desembarcou na tarde desta segunda na cidade americana. Conforme a tradição, o presidente do Brasil é o responsável pelo discurso de abertura, mas o que difere dos anos anteriores é a atenção que tem sido dispensada ao País.

Pouco menos de um mês antes do evento, imagens da Amazônia em chamas e as queimadas na floresta viraram assunto de líderes mundiais. Na segunda-feira, presidentes de diversos países anunciavam a liberação de US$ 500 milhões do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento e da ONG Conservação Internacional para ajudar a proteger as florestas tropicais do mundo.

O encontro foi liderado por Macron, com quem Bolsonaro travou em setembro uma queda de braço em torno da questão ambiental. Apenas o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), representou o País, e sem espaço de fala, após uma oposição feita pela Colômbia. A articulação para barrar a manifestação de Góes foi feita pelo Itamaraty, conforme o jornal O Estado de S. Paulo apurou.

O governo brasileiro tenta fazer dos corredores das Nações Unidas um palco para gestão da crise diplomática que teve como fator de combustão as falas de Bolsonaro – durante a campanha e já na cadeira de presidente – sobre política ambiental e a exploração da floresta.

Bolsonaro terá 20 minutos para seu discurso. Deverá defender a soberania do País e os compromissos ambientais. Nos Estados Unidos há seis dias, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tem concedido entrevistas à imprensa internacional para afirmar que as queimadas estão dentro de uma média dos últimos 15 anos.

O Planalto tem contestado o que chama de tentativa de intervenção e de ferir a soberania brasileira. Com base neste argumento, Macron já foi alvo de ataques. No evento desta segunda, o francês quis se mostrar aberto ao diálogo, mas criticou a ausência do Brasil, que detém mais de 60% de todo o bioma amazônico, dividido com oito países.

“Riscos? Francamente, tem um primeiro… Todo mundo pergunta: como vai fazer sem o Brasil? O Brasil é bem-vindo, eu acho que todos devem trabalhar com o Brasil, com os Estados da região. É bom que isso aconteça de forma respeitosa. As próximas semanas permitirão uma solução política que será um avanço”, disse Mácron.

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