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“Aprovar a reforma da Previdência será mais difícil do que a trabalhista”

Secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, diz que maior problema será a relação dos políticos com suas bases eleitorais

Março 21, 2019 às 19:48 - Por: Com informações da Agência Estado

Rogério Marinho defendeu tratamento diferenciado para os militares na reforma da Previdência. Foto: Tânia Rego/ABr

Rogério Marinho defendeu tratamento diferenciado para os militares na reforma da Previdência. Foto: Tânia Rego/ABr

Para o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, a reforma da Previdência será mais difícil de aprovar que a trabalhista, da qual ele foi relator, quando era deputado federal. “Esse projeto não é fácil. Vai ser mais difícil do que a reforma trabalhista”, afirmou, em palestra durante a sessão de encerramento da 53ª Convenção Nacional de Supermercados, promovida pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), no Rio.

Segundo ele, a dificuldade reside no fato de que, embora “cada parlamentar” saiba da necessidade da reforma, muitas vezes deputados e senadores precisam atender a demandas de seu eleitorado local. Ainda sobre a reforma da Previdência, Rogério Marinho afirmou que o clima no Congresso Nacional “nunca foi tão favorável à aprovação da reforma” e que ele sabe disso porque tem ouvido deputados e senadores. “Nunca vi um clima tão favorável dentro do Parlamento brasileiro. A postura dos parlamentares é propositiva. Mudou o que ocorria na ultima legislatura”, acrescentou.

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Já em entrevista à uma rádio, Rogério marinho defendeu o tratamento diferenciado aos militares na discussão da reforma da Previdência. Ele argumentou que a carreira nas Forças Armadas tem especificidades, como o fato de o militar não se aposentar e, sim, ir para a reserva.

No fim das contas, na proposta dos militares, o saldo entre a economia e o aumento da remuneração, entre outros benefícios, resultará num ganho de R$ 10,45 bilhões em 10 anos, o que será bem inferior às estimativas de ganho com a alteração no BPC, benefício concedido a idosos pobres e portadores de deficiência.

Além disso, Rogério Marinho disse que pode até haver pressão de outras categorias para que se sejam incluídas reestruturações de carreira, a exemplo do que foi feito com os militares. Mas que isso está descartado. “Não há nenhuma possibilidade, nenhuma margem de tratarmos desse tema”, afirmou.

“O preço que se paga é o das convicções”, diz Rogério Marinho

Com relação à reforma trabalhista e o suposto preço que ele pagou por ter sido o relator da matéria durante o governo Michel Temer (MDB), Rogério Marinho explicou que isso era uma questão de convicção. “São opções que fiz e estou tranquilo. O preço que se paga é o das convicções”, afirmou o secretário.

Apesar de ter sido bastante celebrado pelo setor empresarial por ter sido relator da reforma trabalhista, em 2018 ele não conseguiu se eleger deputado federal. Ao todo, Rogério Marinho teve 59.961 votos, ficando na suplência para a Câmara dos Deputados. Em dezembro de 2018 ele foi escolhido para assumir o cargo de secretário pelo ministro da Fazenda, paulo Guedes.

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