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Após polêmica, Governo do RN cria comitê com fornecedores

Fórum abrirá espaço para que entidades representativas da indústria, do comércio e da agricultura possam discutir situação de contratos que terão de esperar pagamentos

julho 1, 2019 às 18:01 - Por: Everton Dantas

Comitê com fornecedores criado pelo governo do RN deve discutir dívidas existentes, deixadas pela gestão passada. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Comitê com fornecedores no governo do RN deve discutir dívidas deixadas pela gestão passada. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O governo do Rio Grande do Norte criou no final de semana o Comitê de Relacionamento com Fornecedores (Coref). Na prática será um fórum para discutir a situação de todos os que têm valores a receber do governo, referente aos anos anteriores a 2019.

Essa foi a solução encontrada pela administração Fátima Bezerra (PT) para amenizar as críticas feitas após a publicação de resolução que determinou prioridade de pagamento para os contratos de 2019. A orientação foi publicada em 13 de junho.

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O motivo principal alegado foi que se não quebrasse a ordem cronológica, os fornecedores que têm contrato com a atual administração só seriam pagos em 2020, o que implicaria paralisação de serviços em 2019.

Na época, as federações das Indústrias (Fiern) e a do Comércio (Fecomercio) criticaram a medida. A segunda acusou o governo, em nota, de estar “institucionalizando um calote de cerca de R$ 2,4 bilhões nos fornecedores”.

Agora, vai todo mundo sentar na mesma mesa para discutir a situação. É algo semelhante ao que foi feito com os servidores, que ainda têm salários atrasados. Terão direito a assento no Coref, representante das Fiern, da Fecomércio e também da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Norte (FCDL) e da Federação da Agricultura (Faern).

Pelo lado do governo, participarão do comitê, representantes do Gabinete Civil, das secretarias de Planejamento (Seplan) e Administração (Sead); e ainda da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Controladoria-Geral do Estado (CONTROL).

De acordo com o decreto, “o Comitê possui caráter consultivo, tendo como objetivo a orientação de políticas públicas que visem garantir a valorização das empresas potiguares, notadamente quanto ao gerenciamento das relações contratuais entre o Governo do Estado e seus fornecedores de bens ou serviços e das ações e medidas adotadas pelo Poder Executivo que os afetem diretamente.”

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