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Assista: Glenn Greenwald fala na Câmara sobre a #Vazajato

Fundador do The Intercept Brasil fala sobre série de reportagens que vem expondo conversas do ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores responsáveis pela operação Lava Jato

junho 25, 2019 às 16:28 - Por: Everton Dantas

O jornalista norte-americano Glenn Greenwald, fundador do The Intercept Brasil, fala neste momento na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em Brasília. O convite foi feito pelos deputados Camilo Capiberibe, Carlos Veras, Márcio Jerry e Túlio Gadelha.

O tema da audiência é a “atuação de juízes e procuradores na operação Lava Jato”. O The Intercept Brasil é o veículo que vem publicando reportagens sobre conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro e procuradores da República. Supostamente essas conversas evidenciam parcialidade no processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O escândalo foi batizado de #Vazajato.

A audiência teve um intervalo às 17h55 e após isso foi retomada. Assista:

Assista abaixo a primeira parte da participação de Glenn Greenwald na Câmara dos Deputados:

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O The Intercept Brasil vem divulgando trechos de supostas conversas que Moro teria mantido com integrantes da força-tarefa da Lava Jato quando ainda era juiz da 13ª Vara da Justiça Federal, em Curitiba, onde é julgada parte dos processos da Lava Jato.

O ministro se mantém afirmando, repetidas vezes, que as mensagens veiculadas pela imprensa foram tiradas de contexto e podem ter sido adulteradas. Moro afirma que usava o aplicativo de mensagens Telegram para “agilizar” os contatos com procuradores da força-tarefa da Lava Jato.

O The Intercept afirma ter recebido de uma fonte anônima um imenso arquivo contendo mensagens em texto e áudio. A equipe de jornalistas do site garante ter apurado a veracidade das informações.

Para os jornalistas, as conversas indicam que Moro infringiu o código da magistratura ao ajudar os procuradores da República a instruírem o processo penal, sugerindo a ordem de deflagração de operações policiais da Lava Jato e indicando testemunhas a serem ouvidas pela acusação. O site diz que não revelará a origem das mensagens. A Constituição Federal reserva a todo jornalista o direito de não revelar suas fontes de informações.

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