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Advogado denunciado por corrupção tem liberdade negada pela Justiça

Allan Clayton Pereira de Almeida foi preso dia 10 de julho sob suspeita de pagar R$ 70 mil para obter uma decisão judicial favorável que após o pagamento não foi dada

julho 24, 2019 às 17:27 - Por: Everton Dantas

Allan Clayton Pereira de Almeida teria pago por sentença que não veio e passou a cobrar outros envolvidos. Foto: MPRN/Divulgação

Allan Clayton Pereira de Almeida teria pago por sentença que não veio e passou a cobrar outros envolvidos. Foto: MPRN/Divulgação

O advogado Allan Clayton Pereira de Almeida, preso dia 10 de julho pela operação “Infiltrados”, teve pedido de liberdade negado pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. O advogado foi denunciado pelo Ministério Público por supostamente ter cometido crimes de corrupção ativa, extorsão e lavagem de dinheiro.

De acordo com as investigações, isso teria em suposto esquema armado para compra de sentença judicial. Allan Clayton teria negociado uma decisão favorável com outro advogado que é sobrinho de um desembargador e um funcionário da Assembleia Legislativa. Teria pago por isso um total de R$ 70 mil, mas não recebeu o prometido.

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Diante do “calote”, após ameaçar os outros dois envolvidos, resolveu reclamar ao desembargador que supostamente teria recebido o dinheiro, Glauber Rêgo. Após tomar conhecimento da situação, o magistrado denunciou o caso ao Ministério Público Federal, que repassou o caso ao MPRN. Essa investigação começou em outubro de 2017.

No habeas corpus impetrado pela defesa do advogado denunciado por corrupção, foi alegado que ele teria sofrido “constrangimento ilegal por parte do Juízo de Direito da 5ª Vara Criminal de Natal, que manteve a prisão preventiva do advogado”. De acordo com a defesa, não há elementos que sustentem a prisão preventiva dele.

“Não há nenhum elemento nos autos que indique uma possível turbação à ordem pública”, foi alegado. A defesa ainda argumentou que “não se tem notícias de que ele pretenda atrapalhar a instrução criminal ou se furtar à aplicação da lei penal”.

Prisão em outra operação pesou na decisão atual

Os juízes da Câmara Criminal não viram desta maneira. Na avaliação do caso, pesou contra o advogado o fato dele já ter sido preso em outra operação do Ministério Público, a “Medellin”, em 2016. A suspeita era de que teria envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro promovido por facção criminosa. O advogado nega.

Na avaliação da Justiça, não ficou comprovado o suposto constrangimento ilegal. Por outro lado, de acordo com a avaliação da Câmara Criminal, a investigação trouxe elementos suficientes para comprovar a necessidade da prisão preventiva. Também foi levado em consideração o “risco concreto de reiteração criminosa”.

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