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Vereadores abrem novo processo de impeachment contra o prefeito

Onze dos 13 vereadores votaram pela aceitação do pedido de cassação contra Demóstenes Meira, preso desde o dia 20 de junho, suspeito de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro

agosto 13, 2019 às 15:26 - Por:

Uma comissão foi formada na Câmara de Vereadores para elaborar um parecer e opinar se o prefeito de Camaragibe, Demóstenes Meira, deve ou não ser cassado. Foto: Reprodução/Facebook

Uma comissão foi formada na Câmara de Vereadores para elaborar um parecer e opinar se o prefeito de Camaragibe, Demóstenes Meira, deve ou não ser cassado. Foto: Reprodução/Facebook

A Câmara de Camaragibe aprovou nesta terça-feira (13) a abertura de um novo processo de impeachment contra o prefeito Demóstenes Meira (PTB), preso desde o dia 20 de junho, suspeito de liderar um esquema criminoso que pode ter desviado cerca de R$ 60 milhões do município.

Onze dos 13 vereadores existentes votaram favoráveis e um se absteve. Um legislador não compareceu à sessão. Uma comissão foi formada e terá 90 dias para apresentar um parecer opinando pela cassação ou não do petebista. Depois, o documento irá para votação em plenário. Se aceito, Demóstenes terá 15 dias para se defender das acusações.

“Vamos votar pelo impeachment para que ele não volte mais para a prefeitura, se for solto. Espero que ele não volte a colocar os pés nessa cidade”, disse o vereador Roberto da Loteria (PTC), eleito, por sorteio, o presidente do colegiado.

O presidente da Câmara, Antônio Oliveira (PTB), que chegou a relatar que sofreu ameaças por ter denunciado o prefeito na Casa, será o relator.

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A nova denúncia contra Meira na Câmara foi feita pelo advogado Gladstone Freitas e morador da cidade. A primeira denúncia, feita por Antônio Oliveira, foi suspensa pela Justiça por meio de um mandado de segurança impetrado por Meira, que alegou falhas no procedimento.

“Aqui (na denúncia) não existe indícios porque as pessoas tecnicamente já comprovaram diante de todas essa operação da polícia(hárpalo)”, afirmou o vereador Délio Júnior, também favorável à cassação.

Segundo um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o prefeito Demóstenes Meira movimentou recursos que saltam aos olhos. Um relatório mostrou que foram feitos 128 depósitos na conta bancaria dele. As transações foram fracionadas com valor de até R$ 9.950 cada, quantia em que não é necessária a identificação do depositante.

As investigações da polícia e de órgãos de controle também mostram fraudes em licitações, falsificação de documentos, peculato, entre outros crimes.

Rebeca Silva

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