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Universidades federais do estado sofrem corte de R$ 101,6 milhões

Órgãos alertaram para a possibilidade de descontinuidade dos serviços. A maior perda é na área de investimentos de custeio, essenciais para garantir as atividades administrativas

Maio 3, 2019 às 18:18 - Por:

Corte de 30% no orçamento do IFPE será discutido em Brasília na próxima semana. Foto: IFPE/Divulgação

Corte de 30% no orçamento do IFPE será discutido em Brasília na próxima semana. Foto: IFPE/Divulgação

As três maiores instituições federais de ensino em Pernambuco terão um corte de cerca de R$ 101,6 milhões no orçamento previsto para este ano. Com a bloqueio de 30% nos investimentos anunciado pelo Ministério de Educação (MEC), os órgãos alertaram nesta sexta-feira (3) para a possibilidade de parar serviços.

Com 16 campi no estado e 283 cursos dos níveis técnico, superior e de pós-graduação, somente o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) prevê uma redução de R$ 22,2 milhões nas verbas repassadas. A maior perda, cerca de R$ 21,3 milhões, será na área de custeio, que financia ações como limpeza, água, segurança, e internet.o orçamento previsto para este ano.

“Dessa forma, fica comprometido, por exemplo, o funcionamento de salas de aulas, laboratórios, refeitórios, alojamentos estudantis, transporte escolar, além do pagamento de bolsas de monitoria, pesquisa e extensão”, destacou o instituto em pronunciamento oficial.

Na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o rombo é ainda maior: R$ R$ 55,8 milhões, sendo R$ 50 milhões relativos à manutenção e R$ 5,8 milhões destinados a investimentos. “Se essa situação de bloqueio do orçamento das instituições federais de ensino superior não for revertida, a UFPE terá seu funcionamento no segundo semestre letivo fortemente comprometido”, reagiu o Conselho Universitário da instituição.

Já a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) sofreu um bloqueio orçamentário de R$ 23,6 milhões, ou seja, 31,3% do orçamento discricionário. As áreas prejudicadas serão as bolsas e capacitação, atividades administrativas e investimentos de longo prazo. Os cortes podem resultar numa supressão de até 50% dos contratos, prevê a instituição.

Diante do cenário preocupante, os reitores das instituições federais articulam ir a Brasília para tentar reverter, coletivamente, os cortes. “Compartilhamos do entendimento de que a garantia do funcionamento das instituições públicas de educação é condição essencial para se promover os avanços de que o Brasil necessita. As universidades públicas e os Institutos Federais não são parte do problema, mas da solução”, concluiu o IFPE.

Rebeca Silva

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