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TCE suspende contrato de quase dois milhões da Prefeitura de Camaragibe

Em auditoria, o órgão identificou que a prefeitura teria efetuado pagamentos superfaturados e em duplicidade pelo fornecimento de materiais de construção

Abril 15, 2019 às 10:19 - Por:

Contrato foi firmado com a Prefeitura de Camaragibe em 2018. Foto: Reprodução/Google Maps

Contrato foi firmado com a Prefeitura de Camaragibe em 2018. Foto: Reprodução/Google Maps

Um contrato de quase dois milhões de reais para fornecimento de materiais de construção à Prefeitura de Camaragibe foi suspenso pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE). Em auditoria, o órgão identificou que o governo teria efetuado pagamentos superfaturados e em duplicidade. Também constatou que não havia controle de estoque dos materiais adquiridos.

A suspeita do TCE é de que tenha havido desvio de produtos ou emissão de notas fiscais com entrega fictícia. Indícios apontam ainda que a empresa seria “de fachada”. A decisão de interromper o contrato de R$ 1.964.114,05, firmado em 2018 pelo governo municipal, foi do conselheiro Carlos Porto. A medida é baseada em relatórios de auditorias realizadas pela Gerência de Auditorias de Obras Municipais Sul (GAOS).

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De acordo com o tribunal, a empresa investigada fornecia materiais de construção para as secretarias de Serviço Público e Infra Estrutura, Defesa Civil, Saúde e Ação Social. Alvo de dezenas de inquéritos, o prefeito de Camaragibe, Demóstenes e Silva Meira (PTB), deverá apresentar defesa no prazo de cinco dias, a contar da ciência da decisão, publicada na quarta-feira (10) no Diário Oficial do TCE.

O secretários de Saúde e irmão de Meira, Davi Meira, a de Ação Social e noiva do prefeito, Taty Dantas, e o de Serviço Público e Infra Estrutura, Silvano Queiroz, também foram notificados. Este último foi afastado da função no dia 26 de março após a Polícia Civil de Pernambuco deflagrar uma operação em Camaragibe para investigar crimes relacionados à corrupção.

Na época, a prisão e o afastamento de Meira chegaram a ser pedidos, mas a Justiça não concedeu.

Rebeca Silva

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