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Sem quadros, PSDB-PE muda com eleição de Bruno Araújo na presidência nacional

Partido definha no estado, sem prefeitos metropolitanos ou deputados federais, e recentemente deixou de ter diretório

Maio 31, 2019 às 17:29 - Por:

Bruno Araújo foi eleito presidente nacional do PSDB em chapa única e com o apoio do governador de São Paulo, João Dória. Foto: Reprodução/PSDB

Bruno Araújo foi eleito presidente nacional do PSDB em chapa única e com o apoio do governador de São Paulo, João Dória. Foto: Reprodução/PSDB

Em meio à discreta presença de pernambucanos no cenário nacional, o ex-ministro do governo de Michel Temer (MDB) e ex-deputado federal, Bruno Araújo, volta a ganhar “expressão” após ser eleito nesta sexta-feira (31) presidente nacional do PSDB.

Segundo de Pernambuco a comandar o partido, Araújo tem a difícil missão de recuperar a sigla destroçada nas eleições de 2018, que perdeu quase metade das cadeiras que ocupava na Câmara Federal. No estado, o cenário é tão difícil quanto e os filiados avaliam o cenário com certo temor.

Alguns observam que a agremiação pode ficar a pão e água com ele focado em Brasília. “Bruno Araújo era o presidente estadual, mas ele nunca foi um ator na política que formação de grupo, de formação de partido como era Sérgio Guerra”, disse um tucano em reserva.

Atualmente o PSDB pernambucano não tem nenhum deputado federal e conta apenas com um estadual. Também não há nenhum prefeito metropolitano. Por causa da falta de estrutura, a sigla deixou de ter diretório no estado, colegiado que gozava de certa autonomia.

Agora, o PSDB-PE é regido por uma comissão provisória, considerada frágil por depender de nomeação da cúpula nacional. Assim, um presidente poderia ser destituído a qualquer momento. Bruno, que era presidente estadual, deverá indicar alguém em breve na função.

Uma das opções pode ser a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), figura que representaria a “renovação” tão defendida pelo tucano. A um ano e cinco meses para as eleições, há também uma expectativa sobre qual será a orientação neste período. Analisa-se, porém, que faltam quadros competitivos que viabilizem uma eventual candidatura à Prefeitura do Recife, por exemplo.

Bruno Araújo vai discutir fechamento de questão da reforma da Previdência

Em discurso no congresso que o elegeu presidente, Bruno Araújo disse que nas próximas semanas o PSDB vai discutir com as executivas da sigla o fechamento de questão sobre a reforma da Previdência para seus deputados federais.

“O PSDB vai entregar o relatório da Previdência a o grande fiador das reformas, que é Rodrigo Maia. Por isso, o PSDB tem que ter a coragem de defender as pautas impopulares, mas que são importantes”, acrescentou. O tucano defendeu ainda o processo de unidade do partido.

Apadrinhado pelo governador de São Paulo, João Dória, Araújo foi escolhido em chapa única e sucede o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. A ideia dele e de Dória, é renovar a legenda e posiciona-la em um campo mais ao centro. O grupo que compõe é chamado de cabeças pretas em referência a ala mais jovem.

Na mais alta cúpula tucana, o ex-ministro se fortalece como político, após não se eleger pra o Senado e perder mandato.

Outra “novidade” foi a aprovação do novo código de ética, que, entre outros pontos, prevê a expulsão de políticos condenados criminalmente ou que tenham cometido infidelidade partidária. No ano passado, Bruno Araújo teve o inquérito aberto contra ele pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

Bruno era investigado pelos crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro após ter sido citado em delações premiadas. Os delatores haviam dito que deram R$ 600 mil para as campanhas eleitorais de Bruno Araújo em 2010 e 2012.

Rebeca Silva

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