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Secretários de Garanhuns nomeiam parentes como servidores

Em audiência com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), os gestores reconheceram a prática irregular e se comprometeram a pagar multas

Abril 4, 2019 às 20:28 - Por:

Secretários de Garanhuns devem depositar os valores em até 30 dias. Foto: Reprodução/Google Maps

Secretários de Garanhuns devem depositar os valores em até 30 dias. Foto: Reprodução/Google Maps

Seis secretários de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, e uma ex-secretária da cidade caíram no pente fino do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) após nomearem parentes de até 3º grau como servidores da prefeitura. A prática fere a legislação e é considerada por alguns especialistas como um possível nepotismo.

De acordo com o órgão, a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Maria Célia de Melo Sobral, contratou temporariamente duas parentes para ocupar cargo público. Uma delas atuou entre janeiro de 2013 a agosto de 2017 e a outra entre outubro de 2015 a agosto de 2017.

Em audiência com o MPPE na terça-feira (2), a gestora reconheceu a situação e fez um acordo com o órgão. Ela se comprometeu a pagar uma multa no valor de R$ $ 21.758,00. O valor será pago em 28 parcelas mensais de R$ 777,07. A primeira deve ser quitada em até 30 dias.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Janecélia Marins Campos Branco, fez igual ao empregar um familiar no período de janeiro a agosto de 2017. Ela também reconheceu a prática e se comprometeu a pagar até o próximo mês R$ 2.032,00.

Já o secretário de Finanças, Flávio Eloia Sales, assinou dois termos de compromisso com MPPE. Em um deles, por ter contratado parente de janeiro a agosto de 2017, terá que desembolsar R$ 2.312,00. O servidor tinha salário de R$ 6.938,66. No outro acordo, o secretário pagar R$ 2.634,00.

O secretário de Planejamento e o de Governo, Evilson Rodrigues Rego e Mewtton Wibbay Silva, respectivamente, também empregaram familiares. O primeiro nomeou uma mulher durante oito meses e o segundo um homem por sete meses. Evilson pagará multa de R$ R$ 2.045,00 em 20 parcelas e Mewtton R$ 2.303,00.

A ex-secretária de Saúde, Shisneyda Furtado Ferreira Gomes do Nascimento, é a que pagará o menor valor: R$ 588. Ela nomeou uma mulher da sua família por dois meses, entre julho e agosto de 2017.

As verbas pagas pelos gestores serão depositados na conta do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, vinculado ao Ministério da Justiça. Segundo o promotor Domingos Sávio Pereira, caso as quantias não sejam pagas, o Ministério Público poderá entrar com uma ação de improbidade administrativa que pode resultar em sanções mais graves.

Apesar da prática irregular, o promotor disse que não identificou nos casos danos ao cofres públicos. Os termos de compromisso foram publicados no Diário Oficial desta quinta-feira (4).

O blog entrou em contato com a assessoria da prefeitura, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Rebeca Silva

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