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PGR pede tornozeleira eletrônica para deputado federal Eduardo da Fonte

Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ainda ao Supremo Tribunal Federal que o deputado federal fique em casa à noite e nos dias de folga

Abril 16, 2019 às 16:04 - Por:

De acordo com a procuradora, Eduardo da Fonte teria pago dois peritos indicados como testemunhas. Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

De acordo com a procuradora, Eduardo da Fonte teria pago dois peritos indicados como testemunhas. Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, o deputado federal pernambucano Eduardo da Fonte (PP) pode ser obrigado a usar tornozeleira eletrônica e a ficar em casa à noite e durante os dias de folga, podendo sair apenas para participar das sessões legislativas na Câmara Federal.

É o que vai decidir o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin após um pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ela pede ainda que o progressista seja proibido de manter contato com testemunhas do caso.

Eduardo da Fonte é suspeito de solicitar e receber R$ 300 mil de Ricardo Pessoa, da Construtora UTC, em 2010, em troca de favorecer a empresa em contratos com uma subsidiária da Petrobras. A verba teria sido doada durante a campanha eleitoral do parlamentar. O político responde a três ações penais.

Segundo Raquel Dodge, o pedido da tornozeleira e das proibições se fazem necessário porque o deputado estaria atuando para embaraçar as investigações. De acordo com ela, em audiência na quarta-feira (10), dois dos três peritos da Polícia Federal indicados como testemunhas de defesa teriam afirmado que foram remunerados para dar o depoimento.

Ao ser questionado, um dos peritos disse ser sócio-administrador de uma empresa especializada em perícias que foi contratada pelo parlamentar. Ele confessou ainda ter tido acesso prévio às provas sobre as quais falaria na condição de testemunha, o que é proibido por lei.

A procuradora relatou ainda que de agosto de 2017 a março de 2018, Eduardo da Fonte e outros dois teriam ameaçado testemunhas, dado dinheiro, pago despesas e feito promessas de cargos públicos e de uma casa para uma outra testemunha.

Para Raquel Dodge, a proibição expressa de contato com testemunhas seria uma “última tentativa para não pedir a prisão preventiva do deputado.

Rebeca Silva

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