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Paulo Câmara representará o Nordeste na Semana do Clima nos EUA

O governador irá discursar sobre as políticas de enfrentamento às mudanças climáticas e falará sobre situação ambiental no país e no estado

setembro 20, 2019 às 18:55 - Por:

Paulo Câmara também terá reuniões com financiadores de projetos e com membros da Under 2 Coalition. Foto: Heudes Regis/SEI

Paulo Câmara também terá reuniões com financiadores de projetos e com membros da Under 2 Coalition. Foto: Heudes Regis/SEI

O governador Paulo Câmara (PSB) vai representar o Nordeste e mais o estado do Espírito Santo na 11ª Semana do Clima, entre esta segunda (23) e quarta-feira (25), em Nova Iorque, nos Estados Unidos. No evento, que ocorre em paralelo à Assembléia Geral da ONU e à Cúpula do Clima, o socialista irá discursar sobre as políticas de combate às mudanças climáticas e falará sobre situação ambiental no país e no estado.

A ideia do governador é tentar fechar parcerias com o US Climate Alliance, grupo formado por 24 estados norte-americanos após a decisão anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de abandonar o Acordo de Paris.

Pernambuco, que é uma das regiões centrais de aquecimento pela sua localização geográfica, quer aumentar as áreas de gerenciamento costeiro, combate à desertificação e redução de CO2.

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Paulo Câmara também terá reuniões com financiadores de projetos e com membros da Under 2 Coalition, composta por mais de 220 governos que representam 43% da economia global. Na ocasião, ele ratificará a declaração de Santa Fé, assinada em agosto na cidade de Rosário, Argentina.

No documento, os signatários se comprometem a desenvolver ações interjurisdicionais na América para proteger ecossistemas, o intercâmbio de conhecimentos e tecnologias, a importância do manejo sustentável das florestas, melhoria do estoque de carbono, fomento ao intercâmbio de medidas de mitigação e adaptação ao clima, e uso de energias renováveis.

Embora seja uma agenda institucional, a participação do governador nos eventos ambientais foi usada por opositores ao governo federal para fazer um contraponto “político” com presidente Jair Bolsonaro (PSL). O capitão da reserva, no entanto, não terá direito a falar na Cúpula do Clima. Sessenta e três chefes de estado devem preferir discursos.

A questão ocorre em meio à repercussão nacional das queimadas na Amazônia e declarações polêmicas do presidente sobre os incêndios florestais.

Sobre a não inclusão de Bolsonaro na lista de oradors, o Itamaraty informou que o Brasil não inscreveu o presidente na relação.

Rebeca Silva

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