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“O Brasil hoje precisa de um roteiro”, diz Luciano Huck no REC n’ Play Recife

Segundo o apresentador, o país nasceu com “defeito de fabricação” e corrupto e é preciso corrigir o problema colocando a mão na massa e qualificando a política

outubro 3, 2019 às 11:03 - Por:

O apresentador Luciano Huck palestrou no REC n'Play, promovido pelo Porto Digital. Foto: Reprodução/REC n'Play

O apresentador Luciano Huck palestrou no REC n’Play, promovido pelo Porto Digital. Foto: Reprodução/REC n’Play

Convidado para ministrar uma palestra no REC n’ Play, evento promovido pelo Porto Digital, o apresentador Luciano Huck disse que o Brasil precisa de um roteiro para dar certo e começar a se desenvolver. Segundo ele, o país nasceu com “defeito de fabricação” e corrupto e que para corrigir o problema é preciso qualificar a política e pensar na redução da desigualdade social.

Luciano, que cogitou disputar a Presidência da Republica em 2018 e integra dois movimentos políticos, afirmou que resolveu convocar sua geração e as próximas para deixar claro que se não se colocar a mão na massa as questões não serão resolvidas espontaneamente.

De acordo com ele, o Estado tem que ser efetivo, focando no empreendedorismo, na desburocratização do trabalho, na segurança da as pessoas nas ruas, e afetivo, olhando para as pessoas e se preocupando com a juventude.

“Tem solução para as coisas. Pensa num pais tomado pela corrupção, com boa parte da população morando em favelas, com baixo Índice de Desenvolvimento Humano, sem compromisso com a sustentabilidade, refém da violência urbana e subdesenvolvido. Quem pensou no Brasil levanta a mão. Não. Estou falando da Coreia do Sul na década de 1980. Lá teve ditaduras, governo de esquerda e de direita, mas uma coisa não mudou: a educação era prioridade e foi essa a ferramenta de mudança na Coreia”, argumentou o apresentador na abertura do evento, na terça-feira (3).

Ele contou ainda que começou a pensar na política após rodar muito o país durante sua profissão e sobreviver a um acidente aéreo com sua família em 2015.

“Comecei a refletir de tudo que vi e estou vendo e procurando o assunto que mais incomoda é quanto o pais é desigual. Esse assunto tem orbitado todas minhas ações. É um pouco minha missão. […] A gente hoje tem mais tecnologia no bolso do que o presidente dos Estados Unidos tinha na Casa Branca quando o homem pisou na lua enquanto do outro lado a gente tem sete milhões de brasileiros que vivem com menos de dois reais”.

Rebeca Silva

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