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Nenhum município manifestou ao estado interesse em escola civíco-militar

Prazo para pedir a adesão ao modelo encerra nesta sexta-feira (27), de acordo com a Secretaria Estadual de Educação e Esportes, não houve nenhuma solicitação formal até o início da tarde desta terça-feira (24)

setembro 24, 2019 às 15:04 - Por:

Em janeiro deste ano, Bolsonaro editou um decreto que cria a Subsecretaria de Fomendo às Escolas Cívico-Militares. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em janeiro deste ano, Bolsonaro editou um decreto que cria a Subsecretaria de Fomendo às Escolas Cívico-Militares. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A quatro dias do fim do prazo para pedir adesão ao modelo cívico-militar nas escolas, nenhum município do estado manifestou ainda o interesse no programa proposto pela gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Foi o que informou a Secretaria Estadual de Educação e Esportes, que também preferiu tratar o assunto com cautela e deixar a possibilidade em aberto enquanto ainda há prazo.

A pasta registrou, porém, que recebeu o ofício do ministério da Educação (MEC) para que as unidades fossem indicadas. Antes, porém, as instituições deverão manifestar a vontade em implantar a gestão educacional compartilhada com civis e militares à pasta.

A ideia do governo federal é selecionar duas em cada estado e no Distrito Federal. Nos estados em que não houver interesse pelo programa, municípios poderão pedir participação diretamente ao Ministério da Educação (MEC) por meio de ofício.

Para participar, é preciso que os colégios tenham de 500 a 1 mil alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental ou do ensino médio e façam uma consulta pública sobre a mudança. Os com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e em situação de vulnerabilidade social terão prioridade.

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Em nota, a Prefeitura do Recife não externou, de forma clara, seu posicionamento, mas destacou que a rede de ensino municipal possui um sistema e uma política de ensino construída de forma democrática desde 2015, com participação popular.

“Ela (a política de ensino no Recife) prevê a liberdade de ensino e aprendizagem e seus princípios norteadores se baseiam nas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, que incluem a liberdade de ensinar, pesquisar, e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas e o respeito à liberdade e aos direitos”, concluiu a Prefeitura do Recife em nota.

Já a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, informou que não recebeu nenhum comunicado do MEC detalhando a proposta. No geral, nas escolas militares há regras para uso do uniforme e corte de cabelo. Tatuagens, piercings e namoro dentro da escola são proibidos. Os estudantes também tem aulas de musicalização e educação moral e cívica com os militares.

Rebeca Silva

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