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MPF denuncia trabalho escravo em três casas de farinha do Sertão

Segundo o órgão, 114 pessoas, sendo treze com menos de 18 anos, trabalhvam jornadas exaustivas que chegavam a 15 horas diárias

agosto 22, 2019 às 17:38 - Por:

Denúncia contra trabalho escravo foi feita pelo procurador da República Marcos de Jesus. Foto: Reprodução/Google Maps

Denúncia contra trabalho escravo foi feita pelo procurador da República Marcos de Jesus. Foto: Reprodução/Google Maps

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou os donos de três casas de farinha de mandioca, na zona rural de Ipubi, no Sertão pernambucano, por submeterem 114 pessoas a condições análogas a do trabalho escravo. Entre os “trabalhadores”, treze tinham menos de 18 anos. Também havia uma menina de três anos e outra de cinco anos. Os estabelecimentos foram interditados.

De acordo com a denúncia do procurador da República Marcos de Jesus, as pessoas exerciam jornadas exaustivas que chegam a 15 horas diárias. Uma delas contou ter trabalhado algumas vezes a partir das 6h e terminando a jornada somente às 6h do dia seguinte.

O pagamento era feito por produção, sem garantia do recebimento de salário mínimo. Para a função de raspagem da mandioca, por exemplo, eram pagos R$ 3,00 por carrinho de mão. Segundo o procurador, no local havia condições de risco à saúde e integridade física dos trabalhadores, como ausência de equipamentos de proteção, água potável e banheiros.

O escoamento do rejeito resultante do processo de produção da farinha não atendia ao que determina a legislação. O resíduo líquido escorria até barragens rudimentares improvisadas, sem sinalização ou restrição de acesso. Caso a Justiça acate o pedido do MPF, os envolvidos podem ser condenados a penas de três a 12 anos de prisão.

Rebeca Silva

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