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Manifestantes voltam às ruas nesta quinta pela educação

Protesto será a partir das 14h, na Rua da Aurora, em Santo Amaro. Também estão previstos atos no interior de Pernambuco

Maio 29, 2019 às 21:28 - Por:

Por conta do anúncio da restrição orçamentária, várias instituições de ensino federais anunciaram que sofrerão seriamente com a falta de recursos no curto prazo. Foto: Gabriela Alcântara/Cortesia

Por conta do anúncio da restrição orçamentária, várias instituições de ensino federais anunciaram que sofrerão seriamente com a falta de recursos no curto prazo. Foto: Gabriela Alcântara/Cortesia

Estudantes, professores e manifestantes contrários aos bloqueios orçamentários nas universidades e institutos federais mobilizam nesta quinta-feira (30) um novo protesto no Recife. O ato acontecerá a partir das 14h, na na Rua da Aurora, em Santo Amaro, mesmo local da última manifestação, no dia 15 de maio.

Protestos pela educação também estão previstos para ocorrerem em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata do estado, em Caruaru, Garanhuns, Surubim, todos no Agreste, em Araripina e Petrolina, no Sertão. Nesta quarta-feira (29), a hashtag 30M, em referência ao ato, chegou ao tred topics do Twitter.

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Enquanto manifestantes vão às ruas, a queda de braço envolvendo a educação esquenta a Câmara Federal. Nesta quarta-feira (29), integrantes da Comissão de Educação pediram a convocação do advogado-geral da União, André Mendonça.

O ministro deverá explicar o pedido que fez ao Supremo Tribunal Federal (STF) para preparar operações policias nas universidades. O argumento seria que educadores não poderiam expor suas posições políticas dentro das instituições.

Mas, não houve consenso e o requerimento ainda não foi colocado em pauta. Para o deputado Glauber Braga (PSOL), a iniciativa é uma maneira de calar o pensamento crítico. “De colocar medo na professores, nas universidades, nas escolas federais, nos institutos, nos estudantes, mas não vai funcionar”, acrescentou.

O advogado-geral da União pediu ao STF operações policiais nas universidades. Foto: abio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O advogado-geral da União pediu ao STF operações policiais nas universidades. Foto: abio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Na visão do deputado Danilo Cabral (PSB), a segurança dentro das instituições é um debate positivo, que deve ser discutido, mas a abordagem do ministro André Mendonça foi ideológica. “Quem é o ministro para ser tutor da universidade?”, ironizou. De acordo com ele, que defendeu a convocação, as pautas na comissão estão travadas por causas de “declarações desastradas do governo”.

Já a professora Dayane Pimentel (PSL), que viralizou na internet após citar em discurso a dissertação da UFPE da “Folia dos Cus Prolapsados”, disse que convocar o ministro não seria interessante. “Não sou contra o convite ao ministro da AGU, acho que importante desde que se entenda que eles também precisam trabalhar. Ficar convocando o tempo todo não é o objetivo bom”, afirmou.

O deputado Túlio Gadêlha (PDT) reagiu e trocou farpas com Dayane: “A fala de alguns me deixou perplexo, inclusive a da deputada Dayane. O que me preocupa é que a deputada não enxerga que esse seja o exercício mais importante da função de ministro, quando ele vem prestar contas aos representantes do povo. Se você não vê dessa forma que pelo menos respeite o dos seus colegas”, alfinetou o pedetista.

Rebeca Silva

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