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Funcionária do Otávio de Freitas teria recebido R$ 35,4 mil sem trabalhar

A possível irregularidade teria sido apontada em uma auditoria especial do Ministério Público de Pernambuco, que já abriu inquérito para investigar

Maio 9, 2019 às 17:44 - Por:

Funcionária teria sido remunerada para plantões extraordinários e trabalhos de assessoria, mas não teria prestado os serviços. Foto: Divulgação/Governo de Pernambuco

Funcionária teria sido remunerada para plantões extraordinários e trabalhos de assessoria, mas não teria prestado os serviços. Foto: Divulgação/Governo de Pernambuco

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) investiga o pagamento de R$ 35,4 mil a uma funcionária do Hospital Otávio de Freitas, em Tejipió, por plantões e trabalhos de assessoria que sequer teriam sido prestados por ela. A irregularidade teria sido identificada em auditoria especial do órgão para apurar as contas da unidade entre os anos de 2017 e 2018.

Segundo informações preliminares do MPPE, a profissional não teria realizado os plantões extraordinários para os quais foi escalada, mas recebeu por eles R$ 25.446,40. O relatório também aponta que foram desembolsados R$ 10 mil a mesma servidora por serviços de assessoria. O trabalho teria sido contratado sem prévia licitação ou regular dispensa, o que fere os princípios da administração pública.

Os valores pagos teriam sido ordenados pela então diretora geral do Otávio de Freitas, que foi exonerada no dia 14 de junho do ano passado.

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Diante das possíveis irregularidades, a promotora de Justiça Ana Joêmia Marques da Rocha pediu ao hospital a relação de todos os plantões extraordinários realizados pela funcionária entre 2017 e 2018, com a indicação do setor onde foram cumpridos, data, horário de entrada e saída, indicação do servidor público responsável pela designação da profissional e pelo atesto de cada um dos plantões por ela realizados.

A promotora também requereu a descrição dos serviços de assessoria e o detalhamento do valor pago a título de indenização pelos plantões e assessoramento, além do vínculo havido entre o governo de Pernambuco e a mencionada profissional, com a indicação da respectiva matrícula, cargo, lotação e funções por ela desempenhadas, bem como de eventual ato de exoneração.

O blog entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), que administra o hospital. Em nota, a pasta informou que a funcionária foi afastada das funções e que um processo administrativo e uma sindicância foram instaurada para apurar o caso.

A secretaria informou ainda que está a disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários durante a investigação e que cumprirá todas as determinações dos órgãos judiciais e aplicará as medidas cabíveis e as penalidades para o caso. Destacou também que não compactua com qualquer irregularidade administrativa.

“A SES reforça que a investigação não desqualifica a importância e a seriedade do Hospital Otávio de Freitas, referência no atendimento às doenças respiratórias em Pernambuco, e a atuação comprometida e isenta dos profissionais que compõem as equipes da unidade de saúde no atendimento à população pernambucana. Cerca de 2,3 mil pacientes são atendidos mensalmente na emergência, e uma média de 3 mil pessoas são atendidas nos ambulatórios, em várias especialidades”.

Rebeca Silva

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