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“Fui advogado de político, mas nunca fui da política”, diz indicado ao TCE

Ex-integrante da defesa do PSB e MDB, Carlos Neves fez uma visita à Assembleia Legislativa de Pernambuco para pedir votos. São necessários 25 votos favoráveis

julho 9, 2019 às 15:36 - Por:

Carlos Neves fez uma visita à Assembleia Legislativa de Pernambuco para pedir votos. Foto: Nando Chiappetta/Alepe

Carlos Neves fez uma visita à Assembleia Legislativa de Pernambuco para pedir votos. Foto: Nando Chiappetta/Alepe

Indicado pelo governador Paulo Câmara (PSB) para ser conselheiro do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE), Carlos Neves afirmou nesta segunda-feira (9) que ter sido advogado de políticos não o impede de julgar as contas de políticos. Segundo ele, sua experiência de 20 anos em advocacia o credencia para ocupar o cargo, vago após a morte do conselheiro João Campos, vítima de infarto no dia 22 de junho.

“Uma coisa não impede a outra. Ter sido advogado de político, ter sensibilidade política e ser um técnico. A minha formação jurídica me permite e me dá legitimatividade para chegar ao Tribunal de Contas dessa forma, que não quer demonizar a política e respeita a população”, disse Carlos neves à imprensa após visitar a Assembleia Legislativa do estado.

Carlos Neves já foi advogado dos diretórios estaduais do MDB e do PSB. “Já fui advogado de político, mas nunca fui da política”, ponderou.

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Carlos Neves, que antes do encontro, telefonou a vários deputados estaduais para pedir votos e estreitar relações, prometeu punir os gestores públicos que estiverem em desacordo com lei. Ele será sabatinado pelos parlamentares na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Casa Joaquim Nabuco nesta quinta-feira (11), a partir das 9h.

No mesmo dia, às 11h, o nome dele será votado em plenário. É necessário aprovação da maioria absoluta, ou seja, 25 votos favoráveis. De acordo com o presidente do legislativo estadual, Eriberto Medeiros (PP), o nome deverá ser aprovado. “Pelo que foi externado aqui pelos meus colegas já conseguimos quase os 25 votos necessários”, afirmou.

O TCE tem sete conselheiros, dos quais três são indicados pelo governador e quatro, pela Assembleia. Entre os requisitos exigidos pela Constituição Estadual para ocupar o cargo, é necessário acumular mais de dez anos de experiência e possuir notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública.

Rebeca Silva

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