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Diretor de escola estadual em Olinda é denunciado por desviar recursos

Segundo o Ministério Público Federal, prejuízo aos cofres públicos foi de R$ 102 mil, em valores atualizados

setembro 19, 2019 às 19:23 - Por:

Diretor da escola estadual em Olinda é acusado da prática continuada do crime de peculato e falsificação de documentos. Foto: Reprodução/Google Maps

Diretor da escola estadual em Olinda é acusado da prática continuada do crime de peculato e falsificação de documentos. Foto: Reprodução/Google Maps

O diretor de uma escola estadual em Olinda foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por desviar cerca de 102 mil, em valores atualizados, repassados pelo governo federal para manutenção e melhoria da infraestrutura física e pedagógica da unidade de ensino. A verba foi repassada ao colégio entre 2011 e 2012 por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola e Educação Integral.

De acordo com o Ministério Público, ao receber as quantias, o denunciado emitia cheques em favor da escola e dele próprio e sacava os valores em espécie na “boca do caixa”. Ele também teria usado parte dos repasses para quitar uma dívida pessoal.

Para ocultar a apropriação indevida, o professor teria falsificado os extratos bancários das três contas em que a verba era depositada.

O professor é acusado da prática continuada do crime de peculato, valendo-se da condição de diretor da instituição de ensino, bem como de falsificação de documento público. Caso seja condenado, a pena aplicada poderá chegar a 17 anos de reclusão. O MPF também requer que o diretor seja condenado à reparação do dano causado aos cofres públicos.

O blog entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação, que informou que o caso ocorreu em 2011. Segundo a pasta, a irregularidade foi identificada na prestação de contas que é feita por cada diretor de escola e denunciada ao MPF.  A secretaria destacou ainda que o funcionário foi afastado do cargo.

Leia a nota da Secretaria de Educação na íntegra:

A Secretaria de Educação e Esportes (SEE) esclarece que a ação do MPF foi provocada por ela mesma na época, quando identificou irregularidades na prestação de contas em 2011 e 2012 por meio de seus mecanismos de controle. A SEE informa ainda que o professor não é mais gestor de escola na Rede Estadual.

Rebeca Silva

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