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Deputados criticam participação de codeputadas em comissões da Alepe

Um grupo de parlamentares pediu um parecer à procuradoria do legislativo estadual para restringir a participação delas já que pelas regras eleitorais apenas Jô Cavalcanti pode atuar formalmente como deputada

setembro 25, 2019 às 17:54 - Por:

Mal-estar foi levado à tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco pelos deputados Jô Cavalcanti e Alberto Feitosa. Foto: Jarbas Araújo/Alepe

Mal-estar foi levado à tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco pelos deputados Jô Cavalcanti e Alberto Feitosa. Foto: Jarbas Araújo/Alepe

Inédito no estado, o mandato coletivo na Assembleia Legislativa de Pernambuco começou a gerar um mal-estar entre os deputados estaduais. Eles questionam a participação das quatro codeputadas do Juntas em comissões da Casa.

Antes tratado internamente, o problema chegou à tribuna nesta quarta-feira (24), após a deputada Jô Cavalcanti (PSOL) externar que a codeputada Robeyoncé Lima, foi “vetada” de participar de uma discussão na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) no dia anterior. “Robeyoncé foi coagida a se retirar”, disse.

A declaração levou à reação do deputado Alberto Feitosa (PL). “Se as pessoas não lhe dizem vou dizer a senhora: Foi unânime entre os presentes na comissão a posição de desconforto que estão vivendo com essa insistência em ocupar um lugar que não é de vocês. Não pode. Só a senhora foi eleita”, afirmou Alberto Feitosa.

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Ele refutou ainda o termo “coagida” usado por Jô Cavalcanti. “Vossa excelência tem que tomar cuidado ao se dirigir a um colega. Ela não foi coagida. Perguntei se ela era deputada. Ela disse que não, que era codeputada. Então, eu disse a ela: vossa excelência se retire que vamos fazer diálogo apenas com os deputados”, contou.

A codeputada Robeyoncé Lima ficou sentada nas cadeiras destinadas aos deputados na reunião da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça. Foto: Evane Manço/Alepe

A codeputada Robeyoncé Lima ficou sentada nas cadeiras destinadas aos deputados na reunião da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça. Foto: Evane Manço/Alepe

Segundo Feitosa, os espaços destinados na comissão são para os deputados e Robeyoncé não poderia estar sentada na cadeira. “Robeyoncé que nem funcionária desta Casa é e não está nem nomeada nos gabinetes, estava lá sentada. Depois chegou o deputado Gustavo Gouveia, titular da comissão, e ficou em pé”.

Após a situação, classificada por Feitosa como constrangedora, um grupo de parlamentares pediu um parecer à procuradoria do legislativo estadual para restringir a participação delas em atos do legislativo. Também escalaram o líder do governo, Isaltino Nascimento (PSB), para tentar convencer o coletivo a seguir, fielmente, a legislação.

Pelas regras eleitorais, apenas Jô Cavalcanti foi eleita nas urnas e pode atuar formalmente como deputada estadual, tendo as prerrogativas de uma parlamentar, como o acesso ao plenário, participação em comissões, autoria de projetos de lei e o direito a voto nas sessões.

Já o deputado João Paulo (PCdoB) disse que é necessário que a mesa diretora se pronuncie sobre a questão. “Muitos deputados já estão dizendo que também vão ter codeputados. Há necessidade política de se rever a questão e dizer se as codeputadas serão contemplada e como vai ser. A mesa diretora tem q se pronunciar p evitar que constrangimentos venham parar na tribuna da casa”, afirmou João Paulo

Rebeca Silva

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