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Defesa de prefeito de Camaragibe vai ingressar com pedido de habeas corpus

Demóstenes Meira foi preso suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro durante a Operação Harpalo da Polícia Civil

junho 21, 2019 às 14:01 - Por:

O prefeito Demóstenes Meira foi recolhido ao Cotel suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro. Foto: Reprodução/TV Clube

O prefeito Demóstenes Meira foi recolhido ao Cotel suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro. Foto: Reprodução/TV Clube

A defesa do prefeito de Camaragibe, Demóstenes Meira (PTB), informou nesta sexta-feira (21) que vai entrar com um pedido de habeas corpus para soltar o prefeito, que fora recolhido ao Centro de Observação e Triagem Everardo Luna (Cotel) por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. De acordo com o advogado Ademar Rigueira, um dos argumentos que embasarão o pedido será o fato de o desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Mauro Alencar de Barros, ter negado a prisão de Meira na primeira fase da Operação Harpalo.

“A delegada Jéssica Ramos praticamente só fez renovar o pedido de prisão preventiva e acrescentou algumas questões que não mudam tanto o caso”, afirmou. Ele questiona os motivos que agora fizeram o desembargador conceder a prisão do prefeito. O recurso para dar liberdade a Meira ainda não foi impetrado, mas deverá ser feito nos próximos dias, disse Rigueira.

De acordo com a Polícia Civil e órgãos de controle, cerca de R$ 60 milhões teriam sido desviados dos cofres municipais de Camaragibe. O suposto crime teria sido cometido com o apoio dos empresários Severino Ramos da Silva e Carlos Augusto, as esposas deles, Luciana Maria da Silva e Joelma Soares, respectivamente. Eles foram presos junto com Meira, na quinta-feira (20).

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Segundo as apurações da polícia, Carlos Augusto e Joelma seriam os donos de duas empresas que têm contratos irregulares com a prefeitura. Os outros dois seriam funcionários dos estabelecimentos e são vistos como “testa de ferro”. Em depoimento, testemunhas contaram que uma das empresas não celebra contrato com ninguém desde 2017. Apesar disso, a empresa recebeu entre R$ 8 e 10 milhões.

Segundo a procuradora do Ministério Público de Contas de Pernambuco, Germana Laureano, os desvios eram feitos de duas maneiras: forjando situações de emergência para que as empresas fossem contratadas sem licitação e rescindindo contratos em execução para que essas empresas fossem beneficiadas.

Caso seja liberado, o gestor ainda não poderá voltar para a prefeitura. De acordo com a decisão do desembargador Demóstenes Meira terá que ficar afastado por 180 dias.

Rebeca Silva

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