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Após receber críticas, Bivar janta com o ministro Moro

Antes de Moro chegar ao restaurante, localizado em Brasília, o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, teve conversa reservada com parte da bancada do partido

outubro 10, 2019 às 16:47 - Por: Agência Estado

Encontro de Luciano Bivar e moro acontece depois de crise envolvendo o presidente Jair Bolsonaro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Encontro de Luciano Bivar e moro acontece depois de crise envolvendo o presidente Jair Bolsonaro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro disse que Luciano Bivar, presidente do PSL, está “queimado para caramba”, o ministro da Justiça, Sergio Moro, jantou na terça-feira (8) com o deputado e outros parlamentares da sigla em um restaurante de Brasília. A justificativa foi a de que era preciso discutir o pacote anticrime.

Antes de Moro chegar, Bivar teve conversa reservada com parte da bancada. A reportagem apurou que houve um desagravo ao presidente do PSL – correligionários estranharam o ataque público de Bolsonaro a Bivar.

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No mesmo restaurante estavam os procuradores Deltan Dallagnol e Roberson Pozzobon, da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Ambos tiveram diálogos vazados pelo site The Intercept Brasil e enfrentam um desgaste de imagem.

Como se já não bastassem os encontros fortuitos, o ex-senador Romero Jucá (MDB-RR) protagonizou mais um. Logo que chegou ao restaurante, foi direto cumprimentar um jornalista, sem saber que ele estava com Dallagnol e Pozzobon. Assim, Jucá se viu cercado pela Lava Jato – Moro de um lado e os procuradores de outro. Em 2016, o emedebista deixou o cargo de ministro do Planejamento (governo Temer) após vir à tona gravação em que ele dizia ser preciso “estancar essa sangria”, em referência à Lava Jato.

Não foi apenas Jucá que passou aperto. Quando viu Moro entrar no restaurante, Dallagnol se levantou certo de que o ministro iria cumprimentá-lo. Nada disso. Atrasado, o ministro apressou o passo para o local reservado pelo PSL e foi direto cumprimentar Bivar. Deixou o ex-colega de Curitiba no “vácuo”. À reportagem, justificou nem ter visto Deltan. “Brasília é muito pequena mesmo ” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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