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Com a crise econômica, projetos sociais recorrem à internet para arrecadar recursos

Campanhas de financiamento coletivo com recompensas foram criadas em plataformas digitais

julho 18, 2018 às 12:24

No ano passado, o Abrigo Cristo Redentor – um dos mais antigos de Pernambuco, quase fecha as portas por falta de recursos. Houve uma grande comoção social para que a unidade – que abriga mais de cem idosos e funciona desde a década de 40, fosse reerguida e voltasse a receber doações. Vários veículos da imprensa mostraram a situação, muitas pessoas compartilharam o drama nas redes sociais, voluntários se uniram para arrecadar donativos e a mobilização deu certo.

Mas será que é preciso haver uma ameaça tão grande como o fechamento para que as pessoas possam entender a necessidade de ajudar aqueles que se dispõem a fazer o bem?

Arquitetos do escritório ABRA Arquitetura fazem projeto para beneficiar família carente no Recife

Para a maioria dos projetos sociais e ONGs que atuam no Brasil, a principal fonte de renda são as doações de amigos e pessoas que se sensibilizam com a causa, mas em tempos de crise, como a que o País passa, a ajuda se torna escassa. Segundo levantamento feito pelo Porto Social (incubadora de projetos sociais que atua no Recife), nos últimos dois anos, a arrecadação dos projetos sociais proveniente de doações teve uma redução de 50%. Os dados levaram a instituição a capacitar os empreendedores sociais incubados para captar recursos através da internet.
A preparação aconteceu através de uma parceria com a Benfeitoria – uma das três principais plataformas de financiamento coletivo do País. Com sede no Rio de Janeiro, a empresa enviou técnicos ao Recife para ajudar os empreendedores sociais a criar suas próprias campanhas e arrecadar recursos de forma transparente e profissional.

Projetos arrecadam recursos através de financiamento coletivo

Doze projetos já lançaram suas campanhas e tem até o fim de julho para alcançar as metas. Os objetivos vão desde a compra de equipamentos e produtos para atender o público até a recuperação das sedes onde acontecem os atendimentos.
Um dos projetos já conseguiu arrecadar todo o valor proposto em menos de uma semana de campanha. Foi a ONG Caminho do Bem, criada por médicos que oferecem atendimento gratuito em comunidades carentes dos bairros do Pina e Brasília Teimosa. A organização precisava arrecadar R$ 7.600,00 para a compra de equipamentos que podem agilizar diagnósticos e reduzir o tempo de espera por exames.
A campanha já levantou R$ 8.350,00, o equivalente a 110% da meta. O grupo enviou o link da campanha pelas redes sociais, como Facebook e Whatsapp, e convidou pessoas conhecidas para participar.
Os outros projetos em campanha são:
Além de ajudar o projeto, os doadores recebem recompensas de acordo com a contribuição feita.
A lista completa está no site benfeitoria.com/portosocial
A Benfeitoria é uma das três maiores plataformas de financiamento coletivo do País. Criada há sete anos, a iniciativa já arrecadou mais de R$ 29 milhões para viabilizar 1.700 campanhas. A mobilização de recursos pode ser feita para beneficiar projetos de impacto cultural, social, econômico e ambiental. É possível criar campanhas com prazo definido ou levantar recursos de forma permanente. Parte da arrecadação deve ser destinada para criar recompensas para os doadores.
O Porto Social é a primeira incubadora de projetos sociais do País. A iniciativa, criada no Recife em maio de 2016, beneficia 50 projetos por ano, oferecendo capacitação em gestão, contabilidade, marketing, captação de recursos e comunicação.

Isly Viana

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