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Rivalidade faz Grêmio e Inter terem mesmos patrocinadores

Rivalidade da dupla Gre-Nal restrita ao campo, fora dele, existem interesses comuns. Vale o mesmo para ABC e América

Maio 9, 2019 às 14:22 - Por:

Rivalidade deve permanecer dentro de campo, fora dele, existem interesses comuns. Foto: Divulgação

Rivalidade deve permanecer dentro de campo, fora dele, existem interesses comuns. Foto: Divulgação

Com uma rivalidade centenária, Grêmio e Inter não divergem pelo menos em um assunto: o patrocinador. Terem a mesma marca na camisa virou uma rotina para os dois clubes gaúchos.

As camisas da dupla Gre-Nal estampam o mesmo patrocinador consecutivamente desde 1998. Esse fenômeno, peculiar no futebol gaúcho, começou ainda nos anos 1980 e, desde então, houve um hiato de apenas quatro anos.

Para isso, a Coca-Cola, tradicionalmente vermelha, precisou se adaptar. A empresa havia fechado com o Grêmio em 1987 em uma negociação em conjunto com mais de uma dezena de equipes.

 

Só depois de dar sua palavra à multinacional norte-americana, o então presidente gremista, Paulo Odone, percebeu que a logomarca da empresa é vermelha e branca, cores do Inter. O cartola alegou que, segundo o estatuto do clube, poderia ser destituído caso permitisse um pontinho vermelho no manto branco, azul e preto do Grêmio.

Jorge Giganti, executivo da empresa, tentou convencer o dirigente, não conseguiu e aceitou o veto à cor vermelha. A logo da Coca-Cola ganhou cores branca e preta no uniforme gremista.

Na ocasião, o Inter, acertado com Aplub (empresa de previdência privada), aceitou o convite da Coca-Cola a partir de 1989. Quando multinacional dos EUA deixou a camisa de todos os clubes brasileiros em 1994, o Grêmio firmou acordo com a Renner, fabricante de tintas, e o Inter retomou o seu relacionamento com a Aplub.

Essa “separação” da dupla durou até que a GM- que inaugurou uma fábrica em Gravataí-RS- propôs acordo para Grêmio e Inter e permaneceu de 1998 até 2000. Sem montadora de veículos, os rivais assinaram contrato com o Banrisul, banco estatal do Rio Grande do Sul.

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Segundo pesquisa inédita realizada pelo Ibope Repucom a pedido da Folha de S.Paulo, essa semelhança entre os rivais também ocorreu em Minas Gerais, mas nada comparado aos gaúchos.

No futebol mineiro, com exceção da Fiat que fechou com Atlético-MG e Cruzeiro entre 1999 e 2003, os demais acordos foram circunstâncias do mercado. Atlético e Cruzeiro também dividiram a Coca-Cola por sete anos e o patrocínio do BMG por outros quatro anos. No entanto, a empresa de refrigerante estampou a camisa de 15 clubes e o banco mineiro esteve presente em 11 equipes.

Segundo José Colagrossi, diretor do Ibope Repucom, muitas marcas optam em patrocinar mais de um clube onde a rivalidade é acentuada, “como no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais”, para eliminar o risco de rejeição dos seus produtos.

Em outra pesquisa do Ibope Repucom, que mapeia preferências e comportamentos dos torcedores, nove milhões, de um universo de 90 milhões, afirmam que é “muito provável” não consumir produto ou serviço do patrocinador do time rival.

“A rejeição se destaca entre o torcedor com alto grau de escolaridade e maior poder aquisitivo e, consequentemente, na possibilidade mais ampla de escolha entre as diferentes opções de produtos e de preços”, afirmou Colagrossi.

Folhapress

Marcos Lopes

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