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Promotor promete apertar o cerco contra ” torcedores criminosos”

Durante entrevista ao Tocando a Bola da 98FM, Marinho afirmou que “torcedor violento faz parte de organização criminosa e não de torcida organizada”

julho 30, 2019 às 16:38 - Por:

Promotor Luiz Eduardo Marinho com apoio do GAECO vai apertar cerco contra torcedores violentos. Foto: Divulgação

Promotor Luiz Eduardo Marinho com apoio do GAECO vai apertar cerco contra torcedores violentos. Foto: Divulgação

A violência de algumas torcidas organizadas preocupa autoridades de todo o Brasil e no Rio Grande do Norte não é diferente, tanto que o Promotor Público Luiz Eduardo Marinho, que responde pela implementação e fiscalização do Estatuto do Torcedor no Rio Grande  promete apertar o cerco contra as organizadas.

Durante entrevista ao programa Tocando a Bola da 98FM, Luiz Eduardo afirmou o compromisso de combate à violência nos estádios

” Já tenho feito contato com a Polícia de outros estados  e inclusive com o GAECO, que é o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado. Nós vamos  identificar esses torcedores criminosos e vamos aplicar a lei mais severa. Temos que entender que esse tipo de torcedor, na verdade ele está fazendo parte de uma organização  criminosa e não de uma torcida organizada. No Ministério Público nós temos o apoio do GAECO, temos o apoio da Polícia Militar e nós vamos apertar o cerco em relação aos maus torcedores. Queremos com isso que o verdadeiro torcedor possa ir para o estádio com segurança”.

Estatuto do Torcedor

O Estatuto do Torcedor, lei federal criada em 2003, nasceu para assegurar a proteção e a defesa das pessoas que vão aos estádios de futebol, sempre teve a preocupação com a violência nos estádios, mas precisa avançar cada vez mais.

Existe uma dificuldade muito grande no combate à ação de algumas organizadas. No Rio Grande do Norte nenhum estádio dispõe de uma fiscalização eficiente para evitar que torcedores eventualmente punidos sejam de fato barrados nos estádios.

No Brasil são poucos os estádios que  dispõe de  tecnologia que identifica e proíbe o acesso de torcedores violentos a partidas de futebol. A solução  é o videomonitoramento com reconhecimento facial nos estádios, o que convenhamos está muito longe da realidade do futebol potiguar, mas é a melhor solução.

De toda forma, saber que o Ministério Público está atento, vai apertar o cerco e ampliar a identificação e combate às organizadas violentas já é um alento.

Marcos Lopes

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