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O lento processo de recuperação do ABC

Processo de recuperação do ABC é lento e certamente doloroso, mas não tem outro caminho que não seja o de venda de parte do patrimônio

outubro 8, 2019 às 17:34 - Por:

Presidente Fernando Suassuna comanda processo de recuperação do ABC. Foto: Reprodução Arena TV Ponta Negra

Presidente Fernando Suassuna comanda processo de recuperação do ABC. Foto: Reprodução Arena TV Ponta Negra

Alienação de patrimônio não é novidade no ABC, e se o torcedor “puxar” pela memória e voltar para 1999, vai lembrar que os terrenos do ABC estavam indo para leilão, quando aconteceu a renúncia do presidente Leonardo Arruda. Fernando Suassuna  assumiu junto com Judas Tadeu e evitaram a perda de patrimônio.

Três anos depois, em 2002, os dois iniciaram a construção do Frasqueirão que foi concluída em 2006, valorizando e aumentando  o patrimônio do ABC.

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Evidente que quando se fala em alienação em meio a um recente rebaixamento de divisão no Brasileiro, o clima esquenta, mas é preciso que o torcedor lembre que em 2018 por exemplo, ano passado, bem recente mesmo, o Frasqueirão iria a leilão, quando o presidente Fernando Suassuna  iniciou a negociação com o Tribunal Regional do Trabalho, e naquele momento um terreno foi autorizado para venda sem contestação, sem que aparecesse interessado na compra.

Agora em 2019, Suassuna negociou uma dívida que era de 13 milhões por 10 milhões em 60 parcelas sem juros, dando como garantia a receita da Timemania e  livrando o estádio Frasqueirão de qualquer risco de leilão.

Na segunda-feira (14) tem reunião do Conselho Deliberativo do ABC onde o tema “venda de patrimônio” será novamente colocado em pauta.

O objetivo da negociação – caso seja autorizada – servirá para pagar o passivo do ABC dos últimos quatro anos e para quitação de 100% do débito trabalhista  com 30% de desconto, bem como quitação de débitos tributários liberando o recurso da Timemania para que seja investido no futebol.

Quando se debruça sobre o tema, com olhos de “ver” e sem paixão, é fácil perceber que na verdade é um remédio que pode ser amargado, mas é o que vai garantir a estabilidade e o patrimônio do clube.

Marcos Lopes

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