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Calendário provoca desemprego no futebol brasileiro

Presidente da FENAPAF afirma que entidade tem proposto mudanças no calendário da CBF. Dados são preocupantes

agosto 28, 2019 às 12:36 - Por:

Felipe Augusto Leite, presidente da FENAPF, e a preocupação com o desemprego no futebol. Foto: Divulgação

Felipe Augusto Leite, presidente da FENAPAF, e a preocupação com o desemprego no futebol. Foto: Divulgação

Em torno de 600 clubes profissionais atuam no futebol brasileiro, sendo que apenas, vejam bem, apenas 40 atuam o ano inteiro, os 20 da Série A e os 20 da Série B.

Na Série D, que começa com 68 clubes, na primeira fase sobram 32 e a cada semana o número de participantes vai diminuindo até que sobrem os quatro melhores classificados.

Na Série C, os 20 clubes participantes jogam a primeira fase até o final de agosto, e a partir seguem em frente os oitos classificados para as quartas de final e depois ficam os quatro que conquistaram  aceso, restando em atividade apenas os 40 da A e B.

Se o torcenauta ficar uma conta simples, com cada elenco tendo entre 30 e 40 atletas dá para imaginar o tamanho do desemprego no futebol brasileiro. E se o torcenauta imaginar que cada atleta tem como dependentes – vou colocar por baixo –  4 pessoas, o cenário é ainda mais cruel.

Não estou contabilizando aqui treinadores, preparadores físicos, massagistas, roupeiros, a estrutura que cerca um time de futebol. Se contabilizar, ai é que a coisa fica feia, e nem abordei aqui – fica para outro momento – a realidade salarial da grande maioria dos profissionais do futebol, bem como  as condições de trabalho.

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O número de atletas profissionais registrados na CBF gira entre 17, 18 mil e apenas 6, 7% trabalham uma temporada inteira, o que desmontou faz muito tempo aquele ufanismo que o Brasil é o país do futebol.

Volto ao assunto por entender que é preciso um trabalho para que a CBF avalie equiparar o sistema de disputa da Série C com as séries A e B, todos jogando contra todos, ida e volta preenchendo o calendário até o final de novembro.

Segundo o presidente da FENAPAF, a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol, Felipe Augusto Leite, a questão do calendário é a grande bandeira da entidade.

É a nossa grande bandeira, além da manutenção dos direitos conquistados ao longo do tempo. A CBF já foi provocada por nós várias vezes e já sinalizou que faz estudos para mudar essa realidade. Todo o ano a FENAPAF faz essa cobrança no Conselho Técnico da Série C

É questão de sobrevivência da grande maioria dos clubes de futebol do Brasil que a CBF mude um cenário que é de preocupação.

Séries A, B e C disputadas no mesmo sistema é o primeiro passo. A Série D é uma divisão diferente das demais, pelo número de participantes, 68, mas é preciso que federações, clubes, entidades representativas de jogadores, treinadores provoquem a CBF no sentido de uma ampla discussão sobre a realidade preocupante do desemprego no futebol.

Marcos Lopes

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