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Brasil não é favorito na Copa do Mundo de futebol feminino

Seleção comandada por Vadão vem de nove derrotas consecutivas, mas treinador está confiante em bom desempenho no Mundial

junho 6, 2019 às 13:11 - Por:

Apesar do retrospecto ruim, Vadão foi mantido no comando da Seleção e estreia domingo na Copa do Mundo contra a Jamaica. Foto: CBF

Seleção Brasileira Feminina no comando de Vadão  estreia domingo na Copa do Mundo contra a Jamaica. Foto: CBF

A Copa do Mundo de Futebol Feminino que começa amanhã (07) na França segue o mesmo modelo da masculina.

A competição  será disputada por 24 seleções e em sete cidades-sede: Paris, Lille, Nice, Montpellier, Rennes, Le Havre, Valenciennes, Reims e Grenoble.

Sistema de disputa

Na primeira fase, as equipes foram divididas em seis grupos de quatro equipes. As duas melhores colocadas de cada grupo passam às oitavas de final, assim como as quatro melhores terceiras colocadas. 

Todas as etapas eliminatórias serão disputadas em jogo único. Em caso de empate, terá prorrogação e, se necessário, pênaltis. A Seleção Brasileira está no Grupo C, junto de Austrália, Itália e Jamaica.

A primeira fase vai do dia 7 de junho até o dia 17. As oitavas vão do dia 22 até 25 de junho. As quartas vão do dia 27 até o dia 29. As semifinais serão no dia 2 e 3 de julho. A disputa de terceiro lugar será no dia 6. A final será no dia 7.

Uniforme específico

Seleção feminina não precisa mais usar o mesmo terno dos homens. Foto: Divulgação Nike

Seleção feminina não precisa mais usar o mesmo terno dos homens. Foto: Divulgação Nike

É a primeira vez na história que a Seleção Brasileira Feminina terá um uniforme pensado e feito para elas, e não herdado do modelo masculino. O uniforme criado pela Nike, patrocinadora da seleção, traz uma homenagem às jogadoras: “Mulheres Guerreiras do Brasil”.

Desigualdade

Apesar de todo o espaço que a Copa do Mundo de Futebol Feminino ganhou, a diferença é abissal se comparada com a masculina.

A Fifa distribuirá às 24 seleções que irão ao mundial US$ 30 milhões (cerca de R$ 117 milhões) – o dobro do que foi dado em 2015, mas que não chega perto do que é reservado ao mundial masculino, que é US$ 400 milhões (R$ 1,5 bilhão). O valor distribuído para seleções femininas representa pouco mais de 1% das verbas da Fifa.

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Retrospecto ruim

A seleção brasileira com Vadão no comando, chega para o Mundial com  nove derrotas consecutivas, o que não coloca o Brasil como favorito ao título.

No grupo do Brasil, a Austrália é a grande favorita e a estreante Jamaica, uma incógnita, ficando a Itália como a grande adversária do Brasil pela segunda vaga.

A seleção da Jamaica teve o financiamento cortado pela federação nacional em 2015, e por isso as jogadoras, nesse período, tentavam arrecadar dinheiro de contribuintes, através de leilões, por exemplo, que bancassem campos de treinamentos, viagens e jogos amistosos.

Cedella Marley, filha de Bob Marley, foi a grande  responsável por manter  a equipe feminina com a ajuda da Fundação que leva o nome do seu pai.

Histórico

O Brasil participou de todas as sete edições da Copa do Mundo Feminina. O retrospecto é de 18 vitórias, quatro empates e sete derrotas. O primeiro Mundial aconteceu em 1991, na China. A melhor colocação brasileira foi em 2007, com o vice-campeonato diante da Alemanha, na China. Em 1999, nos Estados Unidos, o Brasil ficou em terceiro ao vencer a Noruega.

Marcos Lopes

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