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Pesquisadores buscam nas lagoas causas de rachaduras no Pinheiro

Equipe do Serviço Geológico do Brasil está em Maceió para analisar a região lagunar e tentar descobrir algo que possa ser associado aos tremores de terra

Janeiro 11, 2019 às 19:21 - Por: Redação OP9

Pesquisadores buscam nas lagoas de Maceió causas para os tremores de terra no Pinheiro. Foto: celebrealagoas.blogspot.com

Pesquisadores buscam nas lagoas de Maceió causas para os tremores de terra no Pinheiro. Foto: celebrealagoas.blogspot.com

Pesquisadores iniciaram um estudo nas Lagoas Mundaú e Manguaba, em Maceió, para tentar identificar possíveis causas que levaram às fissuras no bairro do Pinheiro, afundando o solo e causando rachaduras graves nos imóveis da região. Os três profissionais do Serviço Geológico do Brasil devem trabalhar até o dia 24 de janeiro, e os resultados devem ser concluídos em abril.

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Os pesquisadores explicam que para o estudo na laguna serão utilizados equipamentos geofísicos que não causam muito impacto na área. Será realizado um levantamento batimétrico, que é a leitura da profundidade das lagoas para saber se há alguma relação da localidade com os acontecimentos registrados no bairro do Pinheiro, atingido por tremores de terra desde março de 2018.

Ainda não há explicação para o acontecimento. Os levantamentos realizados nas lagoas devem ser acrescentados a outros estudos realizados anteriormente. Nesta quinta-feira (10), uma reportagem de repercussão nacional mostrou o conteúdo de um relatório sigiloso onde o Serviço Geológico do Brasil recomenda que os moradores do Pinheiro passem por um treinamento caso haja necessidade de esvaziamento emergencial do bairro. Também recomenda que sejam criadas rotas de fuga para que a população possa deixar o bairro o mais rápido possível. Além disso, o documento também destaca a necessidade de uma base do Corpo de Bombeiros, hospitais e até helicópteros disponíveis para os moradores.

Sem casa e sem respostas

Muitos moradores insistem em permanecer em suas casas, mesmo as mais prejudicadas com grandes rachaduras. Os moradores já realizaram protestos exigindo apoio do poder público e respostas para o problema. Em dezembro do ano passado, a Prefeitura de Maceió decretou estado de emergência no bairro do Pinheiro. Com o decreto, o município poderá dispensar, por exemplo, o processo de licitação nos contratos para aquisição de bens ou serviços em busca de respostas e soluções para o desastre, a exemplo da reabilitação dos cenários. No entanto, as obras que venham a ocorrer deverão ser concluídas num prazo máximo de 180 dias consecutivos.

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