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Perícia começa a examinar DNA de PM em 11 possíveis vítimas de estupro

Policial foi denunciado também pelo estupro e morte de Maria Aparecida e tentativa de homicídio contra o namorado dela

novembro 19, 2019 às 14:37 - Por: Redação OP9

Josevildo Valentim é suspeito de cometer pelo menos três estupros, um deles acabou na morte de uma mulher de 18 anos. Foto: Reprodução

Josevildo Valentim é suspeito de cometer pelo menos três estupros, um deles acabou na morte de uma mulher de 18 anos. Foto: Reprodução

O Laboratório de Genética Forense do Instituto de Criminalística (IC) de Alagoas começou nesta terça-feira (19) a analisar os materiais biológicos do policial militar Josevildo Valentim dos Santos Júnior e das 11 possíveis vítimas do PM.

Elas foram violentadas sexualmente desde 2013 e o soldado da Polícia Militar teria sido reconhecido por algumas delas. Ele foi denunciado também pelo estupro e morte de Maria Aparecida e tentativa de homicídio contra o namorado dela.

A chefe do Laboratório Forense, a perita criminal, Rosana Coutinho, explicou que os materiais biológicos foram coletados por meio de swabs durante os exames de corpo de delito realizados nas vítimas no Instituto de Medicina Legal Estácio de Lima. Essas amostras serão confrontadas com o material genético fornecido pelo PM suspeito, que também já foi coletado por um perito criminal.

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“Até o momento recebemos a solicitação para realizar o exame de DNA em 12 casos de estupro, ocorridos desde 2013 até este ano, entre eles o caso da jovem Maria Aparecida Pereira que também foi morta pelo suspeito. No entanto, serão realizados apenas 11 exames, já que uma das vítimas não compareceu ao IML para fazer o exame de lesão corporal”, disse Rosana Coutinho.

Segundo a chefe do Laboratório, nessa primeira etapa, os swabs com os materiais das vítimas e do agressor passarão pela extração do material genético. Após isso, o DNA extraído será quantificado para determinar a qualidade do DNA de cada amostra, separando o material feminino do masculino.

Em seguida, esse DNA será amplificado para determinar os marcadores genéticos que são usados pela comunidade científica forense mundial. A partir daí, o material será amplificado e genotipado para obtenção dos perfis genéticos que serão confrontados com o perfil genético do soldado da PM Josevildo.

“Em caso de coincidência do perfil genético do suspeito com o perfil masculino presente nas amostras das vítimas, será realizado um cálculo estatístico para se estabelecer a probabilidade desse material pertencer ao suspeito”, afirmou a doutora.

Josevildo Valentim foi preso no dia 18 de outubro acusado de estuprar e assassinar Maria Aparecida, 18 anos, e deixar o namorado dela gravemente ferido. Na ocasião, em interrogatório na Delegacia de Homicídios, ele confessou que teria estuprado outra mulher em Marechal Deodoro, em 2013.

O delegado da cidade, Leonam Pinheiro, analisou os registros de boletins de ocorrência e detectou casos semelhantes em mais de 10 vítimas. Algumas delas, o material encontrado no corpo será confrontado com o do policial.

O delegado de Rio Largo, Lucimério Campos, também solicitou o confronto dos exames em possíveis vítimas na cidade. Após sua identificação, várias outras vítimas de estupro denunciaram o militar que permanece detido no Presídio Militar.

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