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Sindpol teme motim de presos com suspensão de serviços nas delegacias

As atividades foram suspensas no início da semana pelas empresas terceirizadas porque o estado de Alagoas não estaria pagando pelos serviços

dezembro 6, 2018 às 13:42 - Por: Redação OP9

Atualizado às 18h37

O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) realizou um ato em frente à Central de Flagrantes I, em Maceió, para reivindicar o retorno do fornecimento de alimentos e serviços de limpeza nas delegacias. As atividades foram suspensas desde a segunda-feira (4) por empresas terceirizadas porque o estado não estaria pagando as mensalidades há pelo menos três meses. A entidade afirma que teme que os presos podem se rebelar por causa da situação.

Segundo presidente do Sindpol, Ricardo Nazário, duas empresas prestam serviços terceirizados à Polícia Civil, a A.R terceirização, que realiza a limpeza e OKLA alimentação, que fornece café da manhã aos presos das delegacias da capital. Em contato com o OP9, uma funcionária da OKLA confirmou que as atividades foram suspensas nesta semana porque o governo de Alagoas não paga desde setembro, mês em que o contrato foi realizado. Ainda segundo a funcionária, o governo deu alguns prazos para efetuar os pagamentos e nenhum deles foi cumprido. O OP9 tentou contato com a empresa A.R Terceirização, mas não obteve resposta.

Nazário informou que as empresas deram férias coletivas aos funcionários até que a situação seja normalizada. Até que isso aconteça, os presos não estão recebendo alimentação, exceto quando os próprios familiares levam, e os serviços de limpeza não estão sendo realizados, provocando o acúmulo de lixo e sujeira. Situação semelhante é vista na Central de Polícia de Arapiraca.

“No interior a situação se agrava porque o pessoal da empresa terceirizada faz não só a limpeza como também é responsável pela comida”, explica o presidente do Sindpol. “Por enquanto, os familiares estão levando, mas tem um momento que isso pode virar um motim e os policiais estão com medo de uma rebelião dentro das delegacias e sobrar para eles depois. O governo não pagou às empresas e isso pode se tornar uma coisa muito grave”, diz Nazário, complementando: “Não podemos arcar com as consequências de alguma morte e nem permitir que policiais façam limpezas”.

Resposta da PC

O OP9 solicitou uma resposta da Polícia Civil e no final da tarde a Superintendência de Planejamento, Orçamento e Finanças da Polícia Civil (SPFOC) informou que o café da manhã dos presos das Centrais de Flagrantes da Capital volta a ser servido na manhã desta sexta-feira (7) pela empresa responsável.

O setor explicou ainda que os serviços de limpeza e manutenção também estarão sendo normalizados nas unidades e delegacias da Polícia Civil, em todo o Estado.

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